Norma ABNT assegura garantias
31/12/2013

Norma ABNT por Renata MarquesA Norma ABNT, segundo Renata Marques, arquiteta especializada na área técnica, contribui para elevar a qualidade e funcionalidade dos empreendimentos, além de assegurar garantias mínimas aos compradores.

O mercado de construção civil vive uma grande mudança. Desde 19 de julho, as incorporadoras passaram a atender uma nova norma técnica de desempenho para protocolarem projetos habitacionais junto aos órgãos responsáveis.

Desenvolvido pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o conjunto normativo tem como finalidade centralizar todas as diretrizes para o setor, além de representar, para proprietários e moradores, a garantia de estar adquirindo um imóvel de acordo com todos os padrões exigidos e com qualidade.

Ampla, a norma abrange desde aspectos estruturais até de acabamento e funcionalidade, ditando parâmetros para características que impactam diretamente no uso do espaço e acabam refletindo na vida dos moradores.

A arquiteta Renata Marques, especialista em gerenciamento de projetos e com ampla expertise na área técnica, explica que muitos problemas passaram a ser evitados a partir do momento em que o mercado começou a se adequar a esta normatização. “Problemas como ruídos fora dos parâmetros, durabilidade de material, acessibilidade, funcionalidade, segurança e manutenção, entre outros, passam a ser evitados no momento em que o arquiteto que faz a concepção e desenvolvimento do projeto se responsabilize por especificar corretamente e garantir a eficiência de todos os materiais que serão empregados na construção, de acordo com as características de uso de cada ambiente”, diz.

Ela ainda afirma que a correta aplicação da NBR 15.575 deve, inclusive, reduzir consideravelmente o número de acidentes nas edificações.

Inicialmente publicada em 2008, a NBR 15.575 é voltada para o desempenho das edificações habitacionais e começou a ser revisada pelo Comitê Brasileiro da Construção Civil em 2011. O resultado é um documento normativo que se divide em seis partes e inova ao introduzir o conceito de vida útil do empreendimento, que deverá ter uma garantia mínima, de acordo com as características de cada material.

A aplicação da norma influencia diretamente a forma como os arquitetos e projetistas concebem seus projetos. “Os projetistas têm que se especializar em relação às especificações e indicações dos diversos materiais de acordo com cada projeto, em particular. Além de esteticamente bonitos, os projetos precisam ser funcionais”, afirma Renata.

Ela enfatiza, porém, que será necessário um movimento conjunto de fornecedores, arquitetos, construtores e consumidores para que as regras produzam o efeito desejado. “Os fornecedores têm que se preocupar em esclarecer as especificações técnicas de cada produto, enquanto os arquitetos precisam se preparar para a escolha de materiais, sempre levando em consideração as necessidades de uso de cada ambiente. Aos construtores cabe realizar a aplicação correta, de acordo com as instruções passadas pelo projetista. E, por último, é de responsabilidade do proprietário seguir o manual do imóvel, garantindo a manutenção adequada a cada espaço”, acrescenta Renata.

A principal mudança na norma diz respeito à abrangência. Antes destinada aos empreendimentos acima de 5 pavimentos, agora ela deverá ser aplicada a todas edificações habitacionais.

Renata defende que os arquitetos , assim como ela, precisam ter experiência também nas questões técnicas. Os arquitetos que possuem este conhecimento em relação à adaptação à nova normatização terão condições de projetar com segurança garantindo ao contratante o atendimento das normas vigentes. “O conhecimento técnico de cada uma das etapas do projeto e da obra é primordial a partir de agora. E o grande problema é que o mercado de arquitetura não está preparado para absorver esta demanda, contamos com poucos profissionais que possuem uma ampla visão de todas as etapas do projeto, assim como da execução. Muitos arquitetos não projetam pensando no uso que o ambiente terá no dia a dia, mas se preocupam com fatores puramente estéticos. É preciso ter foco não só no design, mas, principalmente, na execução e no uso que cada ambiente terá depois de entregue ao proprietário. A arquitetura brasileira precisa voltar-se para a funcionalidade dos espaços”, conclui.| RenataMarques

MVC concluirá 582 casas no RS
11/12/2013

São 150 unidades em Igrejinha, 100 em Farroupilha, 300 em Canoas e 32 em Canela para o Programa Minha Casa Minha Vida

Eduardo Kunst, diretor executivo das Empresas Artecola, acompanha construção das casas na cidade de Igrejinha

A MVC fará a entrega, até abril de 2014, de 582 novas casas construídas com a tecnologia Wall System, nas cidades gaúchas de Igrejinha, Farroupilha, Canoas e Canela. Os empreendimentos estão enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida para a faixa de 0 a 3 salários.

Em Igrejinha, as obras estão adiantadas, com o fornecimento do kit básico pela MVC e a responsabilidade pela entrega das casas prontas em Igrejinha e nas demais cidades do Rio Grande do Sul será da Construtora AYRES, de Sapiranga. As unidades têm 42,84 m2 de área construída, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, além de espaço livre em frente à casa para a possível ampliação de mais um quarto.

Até outubro de 2013 foram construídos mais de 200 mil m2 utilizando a tecnologia Wall System e existem casas na Serra Gaúcha com mais de 7 anos de uso. As entradas de novos pedidos não param de chegar, mas hoje a MVC está limitada à liberação prévia da CEF e a empresa já solicitou uma ampliação de volume.

Mais de 1.018 unidades serão construídas em um ano – Com essas casas, a MVC deverá fechar a construção de 1.018 unidades em um ano no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, sem incluir as creches que estão sendo iniciadas neste mês de novembro. Elas fazem parte do Programa PROINFÂNCIA – Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil, criado pelo governo federal (MEC e FNDE), que integra o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Ao todo, está prevista a construção de 1.400 creches (aproximadamente 1,3 milhão de m2), em diversos Estados brasileiros, até o final de 2014.

O Sistema Construtivo Wall System – Em vez dos materiais tradicionais, as casas e creches são construídas com sistema Wall System, com painéis do tipo sanduíche de lâminas em compósitos reforçados com fibra de vidro (similar ao que se usa em aviões, ônibus, barcos e trens), núcleos especiais que garantem o desempenho térmico, acústico e resistência a fogo. Para as casas a estrutura é metálica. Para as creches o sistema é ainda mais inovador e utiliza estrutura em perfis em compósitos de alto desempenho reforçado com fibra de vidro e produzidos pelo processo de pultrusão. Entre as vantagens em relação ao processo tradicional o sistema oferece maior velocidade de construção, durabilidade, resistência, flexibilidade, conforto térmico e acústico, obra limpa e desperdício zero.

Por se tratar de um sistema construtivo industrializado, a racionalidade dos processos garante maior velocidade na execução da obra, além de ser tecnicamente superior em relação aos padrões construtivos convencionais. As vantagens do Wall System vêm sendo comprovadas nos últimos oito anos de existência do projeto, quando as primeiras casas foram construídas em Caxias do Sul e também por todas as homologações e certificações, incluindo a norma de desempenho NBR 15.575.| MVC