Arquitetura é tema na Carbono
31/01/2014

Arquitetura, com curadoria de Agnaldo Farias mostra “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” exibe obras de artistas plásticos e também de arquitetos

Arquitetura é tema na Carbono

Obra de Guto Lacaz e de Joubert Lancha

A Carbono Galeria, inaugurada em março de 2013 com a intenção de difundir a arte contemporânea e valorizar os trabalhos em edição, inaugura no dia 04 de fevereiro a exposição “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins”, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra, que exibe obras inspiradas na arquitetura, conta com a participação tanto de artistas plásticos, como Guto Lacaz e Regina Silveira, quanto de arquitetos, caso de Joubert Lancha e Ruy Ohtake. Em cartaz até 15 de março.

O tema da exposição segue os rumos da investigação acadêmica do curador, que leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Usp. “Há anos venho investigando artistas cujas pesquisas relacionam-se com arquitetura e arquitetos cujas obras relacionam-se com a arte. Na faculdade onde dou aula, uma das minhas linhas de investigação é justamente o nexo entre arte e arquitetura. Por conta disso, convidei arquitetos cujas obras têm uma preocupação estética diferenciada, que não incorrem em soluções esquemáticas e rotineiras, e artistas cujas investigações atravessam o campo da arquitetura, das cidades e dos objetos”, explica Agnaldo Farias.

Seguindo essas diretrizes, o curador selecionou os seguintes participantes: Angelo Bucci, Candida Höfer, Carla Caffé, Carlos Teixeira, Daniel Senise, Eduardo Coimbra, Genilson Soares, Guto Lacaz, Jimson Vilela, José Rufino, Joubert Lancha, Manoel Veiga, Márcia Xavier, Mario Figueroa, Regina Silveira, Rommulo Conceição, Rosângela Dorázio e Ruy Ohtake.

As obras presentes em “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” têm a arquitetura como ponto de partida. Cada um dos participantes desenvolveu um trabalho com uma visão criativa e pessoal sobre o assunto, seja através de sua impressão particular ou de sua trajetória profissional. “No caso dos arquitetos, acostumados a responder demandas concretas, houve quem tivesse lançado mão de estudos de extração mais poética – caso de Teixeira e Bucci –, enquanto Figueroa e Ohtake transformaram em gravura uma espécie de súmula de alguns de seus projetos mais ousados”, comenta Agnaldo. “O convite a Guto Lacaz e José Rufino deveu-se ao interesse da inclusão do objeto, peças do mobiliário. Pois se arquitetura e a s cidades são espécies de peles com as quais nos protegemos das intempéries e estabelecemos ritos de convivência, os móveis de nossas casas são companheiros da nossa necessidade de aconchego. Carla Caffé e Manoel Veiga, para indicar apenas dois artistas presentes, enfrentam o universo da cidade. Visões muito distintas, mas igualmente fortes e esclarecedoras da abrangência do universo urbano”, diz ainda.

A arquitetura dialoga com o conceito com o qual a Carbono Galeria trabalha, exclusivamente com múltiplos, já que tanto um projeto arquitetônico quanto o design de um objeto de arte tem seu início no papel ou num protótipo – a maquete, no caso da arquitetura. “É um modo de aludir ao fato de que um bom de ponto de partida das coisas que devem a nós suas existências, é um desenho, frequentemente um projeto. A raiz etimológica do termo desenho, ao menos uma de suas raízes, refere-se à materialização de desejos. Na qualidade de projeto, esboço, ensaio, ele será sempre passível de ser traduzido e reproduzido. Daí a pertinência com uma galeria voltada ao processo de difusão da obra de arte”, finaliza Agnaldo Farias.

SobreCarbonoA Carbono Galeria, dirigida por Ana Serra e Renata Castro e Silva, foi inaugurada em março de 2013. Com a intenção de difundir a arte contemporânea no Brasil e valorizar as obras múltiplas em seus mais diversos formatos – gravura, escultura, objeto, fotografia etc –, a galeria promoveu, desde sua inauguração, três exposições coletivas (a mostra inaugural “Múltipla de Múltiplos”, da qual participaram artistas como Waltercio Caldas, Antonio Dias, Paulo Pasta e Edgard de Souza, “Gringos”, focada em nomes internacionais, como Jeff Koons, Mona Hatoum, John Baldessari e Larry Clark, e “Cinéticos e Construtivos”, com obras de Cruz-Díez, Soto e Volpi, entre outros), além de uma individual em homenagem ao centenário da artista plásti ca Tomie Ohtake e mais recentemente uma de Julio Le Parc, precursor da op art, e uma do designer Ara Vartanian, com peças criadas em parceria com a artista Janaina Tschäpe. Em agosto, a Carbono lançou em seu próprio website (www.carbonogaleria.com.br) uma galeria virtual, através da qual é possível adquirir obras, que são enviadas a qualquer parte do Brasil. Os clientes cadastrados ainda têm a vantagem de comprar trabalhos através de pré-venda, antes mesmo de seu lançamento.

Serviço: Coletiva “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” @ Carbono Galeria/ Abertura: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h30/ Período expositivo: 05 de fevereiro a 15 de março/ Rua Joaquim Antunes, 59, Pinheiros, São Paulo, SP/ Horário de funcionamento: segunda a sexta das 10h às 19h, sábados das 11h às 15h/ Entrada franca| CarbonoGaleria

Arquitetura e Acessibilidade nos cinemas
20/01/2014

Arquitetura e Acessibilidade nos cinemas, por Thaís MilaniArquitetura e acessibilidade é um jogo entre o espaço disponível e as normas. Com o final da Segunda Guerra e da guerra do Vietnã, Europa e Estados Unidos passaram a se deparar com a necessidade de se acolher em espaços públicos a presença de pessoas com necessidades especiais – cadeirantes, deficientes visuais, deficientes auditivos entre outros. Nos anos 70 começaram a ser esboçadas leis para impor a criação de adaptações em espaços de trabalho, ensino, cultura e lazer.

Esse tema só entrou em pauta no Brasil entre as décadas de 80 e 90 e apenas nos últimos 15 anos essa enorme parcela da população passou a ser vista nas ruas, em escritórios, nos parques, teatros, shows e cinemas.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), 10% da população de cada país tem algum tipo de deficiência. Somente na cidade de São Paulo são 2,8 milhões (segundo dados do IBGE) que devem ter garantidos seus direitos de acesso a todos os espaços públicos, transportes e espaços de lazer.

Ao mesmo tempo em que leis, normas e regras foram sendo criadas e ditadas – entre elas a NBR 9050 e o Manual da CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade) de São Paulo -, os empresários passaram a investir na sustentabilidade de seus negócios e em projetos sociais, neles incluídos o obrigatório respeito aos portadores de necessidades especiais. E desde a entrada em vigor da Lei de Cotas, em 1991, as empresas foram obrigadas a inserir em seus quadros portadores de necessidades especiais.

Foi nesse momento que os espaços públicos e comerciais passaram a necessitar de amplas reformas que atendessem às normas e acolhessem a presença dos cadeirantes, das pessoas que usam muletas ou bengalas, dos deficientes visuais e auditivos, entre outros portadores de deficiências.Os arquitetos então mergulharam de corpo e alma neste grande desafio: manter a criatividade na elaboração de espaços atendendo a todos os pré-requisitos para a acessibilidade.

Atualmente, para todos os espaços públicos e de lazer, edifícios comerciais e até residenciais multifamiliares, são necessários projetos que contemplem a acessibilidade.

E quem frequenta as salas de cinema percebe claramente a importância dos projetos arquitetônicos com esse foco. É um grande desafio atender a todas as normas e legislações de órgãos públicos, assim como a normatização da própria rede de cinemas, no desenvolvimento de projetos que muitas vezes têm que se adaptar a áreas compactas e pré-definidas e criar espaços agradáveis e confortáveis para todos os usuários. A FMC – Ferrés, Milani & Campanhã Arquitetura, desenvolve projetos para clientes em diversas áreas de atuação – agências bancárias, edifícios corporativos, indústrias, etc. – onde aplica as normas de acessibilidade.

Porém, nas salas de cinema as demandas são constantes e os projetos mais questionados já que frequentados por um público grande e diversificado em todo o território nacional. As normas se aplicam a todas as áreas públicas de um cinema, principalmente nos acessos, bilheteria, bomboniere, circulação, sanitários e posições na plateia.

As salas começam a ser projetadas a partir do número de poltronas que estarão disponíveis. Desse total, em média 2% dos lugares serão especiais para cadeiras de rodas, incluído um acompanhante ao lado. Os lugares especiais podem ser distribuídos em várias partes da sala, prevendo sempre a necessidade de rampas com inclinação suave. Os cadeirantes devem ocupar lugares em que sejam respeitados ângulos pré-determinados entre o ponto de visão e a tela para uma perfeita visualização.Para os deficientes visuais, o piso deve ser tátil no início e final das escadas e rampas. No início e final de corrimãos de escadas e rampas deve haver sinalização em Braille.

Para que um cinema em São Paulo receba o selo de “acessível”, deve sempre estar de acordo com todas as normas da CPA. E a cada nova demanda, novas reformas são promovidas.

Trabalhamos dentro de um jogo entre o espaço disponível e as normas. Mas não podemos perder o foco do bem-estar e respeito às pessoas com necessidades especiais, desde o momento em que chegam à bilheteria, passam pela bomboniere, utilizam os sanitários, acomodam-se nos lugares e assistem ao filme.

Thaís Milani é arquiteta desde 1981 e sócia da FMC – Ferrés, Milani e Campanhã Arquitetura desde 2003.| FMC

Sobre o vão livre do Masp
30/12/2013

Manifestação do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi sobre o vão livre do Masp

Vão livre do MaspNeste momento no qual comemoramos (5/12) o 99o aniversário de Lina Bo Bardi, as notícias recentes do agravamento das condições de segurança no vão livre do Masp são preocupantes. O debate que se instalou nos meios de comunicação revela a preocupação da sociedade paulista com os destinos de seu principal museu, edifício escolhido inúmeras vezes como um ícone da cidade de São Paulo.

Concebido para ser aberto para o uso público, o espaço do vão livre é extensão das ruas e praças da cidade. O vão livre complementa a transparência do edifício no objetivo de aproximar a arte da vida cotidiana. Ambos configuram o caráter do Masp como museu dedicado à formação de público e de artistas desde sua fundação. As transformações da cidade e da sociedade podem exigir adaptações na arquitetura e no funcionamento do museu, mas nunca contraditórias com sua concepção e projeto arquitetônico original.

O Instituto Bardi considera que o enfrentamento da violência urbana paulistana no vão livre exige políticas públicas integradas, envolvendo além dos organismos de segurança, o planejamento de ações sociais e de saúde pública. Somente através de planejamento e gestão adequada do poder público, estadual e municipal, poderá ser revertida a degradação do espaço do vão livre. Além disto, propomos uma ação conjunta com instituições não governamentais, universidades e o próprio museu, para torná-lo, no ano do centenário de Lina Bo Bardi, uma nova referência de espaço público na consciência coletiva paulista: livre, seguro e inclusivo.

O Masp e seu vão livre não deveriam ser cercados, mas sim abraçados pela sociedade paulista. Um abraço que defenda a liberdade política que ele representa, que o proteja da violência urbana a que está sujeito, que ampare aqueles que ali estão e necessitem de ajuda. Um abraço que represente o afeto desta sociedade pelo museu que ela reconhece como seu principal ícone.

Renato Luis Sobral Anelli, diretor do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi e pesquisador do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos| InstitutoBardi

Estudantes visitam CasaE
30/12/2013

Estudantes conhecem inovações em sustentabilidade e eficiência energética na CasaE

CasaE da BASFEstudantes de design de interiores e arquitetura da ETEC de Santo André e de projetos socioeducacionais coordenados pela BASF nas cidades de Guaratinguetá e São Bernardo do Campo encerraram o ano discutindo eficiência energética, sustentabilidade e inovações em construção. Durante visita à CasaE, a Casa de Eficiência Energética da BASF, em dezembro, eles vivenciaram uma experiência que amplia a visão sobre os desafios em construção sustentável e inspira novos talentos a atuar na área. Nos últimos dois meses, cerca de 200 estudantes conheceram o espaço e as tecnologias inéditas que permitem economia de até 70% no consumo de energia, além de redução no consumo de água e emissão de CO2. A Casa está localizada na Avenida Prof. Vicente Rao, zona sul de São Paulo, SP.

SobreCasaE – A CasaE é a primeira Casa de Eficiência Energética da BASF no Brasil e a 10ª unidade da empresa no mundo. O projeto recebeu soluções inovadoras desenvolvidas pela BASF e pelos parceiros envolvidos com o objetivo de reduzir o consumo de energia e a emissão de CO2.

O sistema construtivo é constituído de um painel de cerâmica estrutural e a fundação de alvenaria. As paredes, piso e laje foram executados em Sistema EIFS – Exterior Insulation and Finish Systems – que consiste em placas de poliestireno expandido Neopor sobre a construção tradicional. O Sistema ICF – Insulated Concrete Formwork– de tijolo feito com Neopor – poliestireno expandido – foi aplicado em uma das salas. Essas inovações, além de tornarem a obra mais rápida e limpa, são responsáveis por um isolamento térmico eficiente. A estimativa de economia de energia a partir das tecnologias implantadas pode chegar a cerca de 70%.

A BASF tem entre seus pilares a construção sustentável e oferece soluções voltadas à eficiência energética, além de materiais de alto desempenho, design e decoração. São plásticos, poliuretano, produtos químicos para construção, tintas, vernizes e pigmentos de última geração. Todos esses materiais foram aplicados na CasaE com o objetivo de mostrar ao mercado de construção o que existe de mais moderno em termos de obra de eficiência energética.

Serviço: Os interessados em conhecer o projeto podem agendar uma visita pelo e-mail casae@basf.com | CasaE

Unesp vence Prêmio Alcoa
29/12/2013

Cobertura retrátil multifuncional foi desenvolvida na Unesp de Presidente Prudente

Alunos da Unesp na final do Prêmio Alcoa de Inovação em AlumínioO projeto Cobertura Retrátil Multifuncional, desenvolvido por Alex Daniel Ribeiro Pataro, Luiz Gustavo Chagas e Pedro Benatti, alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, da Unesp, Câmpus de Presidente Prudente, SP, sob a orientação do professor Evandro Fiorin, foi o vencedor do 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na modalidade estudante.

A Unesp também chegou na final dessa mesma modalidade com outro projeto, a Lona Diligente, que tem como autor responsável Naiane Quirino De Biazi. Integra a equipe Jessica Fateiga Câmara, sob orientação de Paula da Cruz Landim, professora do curso de Design da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp de Bauru.

A solução retrátil de cobertura em estrutura de alumínio é aplicável em diversas modalidades, como no setor de transportes, na construção civil ou qualquer situação que necessite da proteção de algum elemento à ação do tempo aliado à praticidade e rapidez de montagem e manejo. ‘Além do produto simplificar a tarefa e otimizar o tempo de seus usuários, traz lucro, aumenta a produtividade, reduz os possíveis riscos físicos para o trabalhador e os prejuízos causados por intempéries e perdas de mercadorias, tais como grãos, por exemplo’, ressalta Pataro.

Em onze edições, premiação somou 2.262 projetos participantes e 232 entidades de ensino. Somente neste ano, mais de 780 pessoas participaram do concurso nas modalidades Profissional e Estudante.

O resultado da premiação foi divulgado na noite de 22 de outubro, durante evento na capital paulista. O objetivo do concurso é estimular a utilização do alumínio – um material infinitamente reciclável – para criar soluções inovadoras e sustentáveis.

Na 1ª etapa do 11º Prêmio Alcoa, todos os projetos recebidos foram avaliados por um Comitê, formado por profissionais da Alcoa, que selecionou os dez finalistas que participaram da próxima fase. A 2ª etapa compreendeu o desenvolvimento tridimensional, para o qual cada grupo finalista recebeu uma ajuda de custos de R$ 3 mil, e apresentação presencial de todos os projetos finalistas para a Comissão de Premiação. Esta Comissão escolheu o projeto vencedor de cada categoria. Após a apresentação, os 10 projetos finalistas foram expostos para o público em geral, uma oportunidade única para conhecer, debater e ampliar o contato com os autores dos projetos.

‘Finalizamos com muito entusiasmo a décima primeira edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, uma jornada cheia de desafios e conquistas, com projetos inovadores e que demonstram como toda a sociedade evoluiu no firme propósito de construir um mundo mais sustentável’, afirma Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina & Caribe.

Incentivo à inovação e sustentabilidade – Os integrantes das equipes finalistas foram contemplados com um diploma e um smartphone. A equipe vencedora na categoria estudante recebeu prêmio em dinheiro no valor líquido de R$ 15 mil, troféu e diploma. O professor-orientador recebe R$ 5 mil, troféu e diploma. São doados R$ 8 mil em equipamentos didáticos para a instituição de ensino a que pertence a equipe premiada.

Aquilino Paolucci, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e Assuntos Institucionais da Alcoa América Latina e Caribe, foi um dos jurados do Comitê avaliador dos projetos e comemorou a qualidade dos projetos desenvolvidos. ‘É maravilhoso saber que estamos estimulando o espírito inovador, característica que faz parte da alma da nossa companhia e uma das principais alavancas do nosso País, em prol da sociedade e do meio ambiente’, finaliza.

‘Participar do 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio foi uma oportunidade única de colocarmos em prática o que aprenderemos em sala de aula e ainda sermos reconhecidos por isso. Demoramos um ano para desenvolver a solução’, comemora o estudante Pataro, vencedor da modalidade Estudante.

O 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio conta com o apoio institucional das principais entidades do setor, como Instituto de Engenharia (IE), Instituto Ethos, Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design no Brasil (AEnD-BR), Associação dos Designers de Produto (ADP), Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Associação Brasileira das Empresas de Design (ABEDESIGN) e apoio técnico da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).| AlcoaUnesp

IAU-USP em simpósio na FAU
29/12/2013

IAU-USP, professor Renato AnelliPesquisador do IAU-USP, professor Renato Anelli, presidente da Comissão de Pós-Graduação (CPG) do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos, foi um dos expositores da mesa redonda “Os desafios contemporâneos” do Simpósio “Mestrado: Natureza e Formatos”, realizado no dia 19/11 na sede do programa de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP São Paulo.

Anelli falou sobre o tema “Mestrado em Arquitetura, Urbanismo e Design: perspectivas a partir da Fapesp”. O evento contou com a presença de pesquisadores e professores das principais instituições de ensino do país nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais, História e Ciências Sociais.

O objetivo do simpósio foi promover uma reflexão sobre questões acadêmicas e institucionais vitais para o programa, a universidade e área de “Arquitetura, Urbanismo e Design”. No que se refere aos temas relacionados à pós-graduação, o evento propôs um troca de experiências e ideias sobre a natureza e os formatos do Mestrado na contemporaneidade nos contextos nacional e internacional, com o intuito de iluminar reflexões internas, em estudo, em função da adequação das normas específicas dos Programas de Pós-Graduação da USP ao novo regimento de pós-graduação da própria Universidade.| IAU-USP

LEGO Architecture no Brasil
12/12/2013

Linha que traz a oportunidade dos aficionados terem os principais monumentos do mundo em suas mãos chega para País para crianças e aficionados de todas as idades, que gostam de design, arquitetura e construção

Sucesso mundial, a LEGO anuncia a chegada da linha Architecture ao mercado nacional. Por todo o mundo, os amantes da arquitetura e construção e também de design são aficionados pela linha e, ao que tudo indica, por aqui não será diferente. Mas, apesar de reunir fãs de todas as idades, a marca ressalta que os produtos da linha podem ser apreciados por crianças a partir de 10 anos, que encontrarão os conjuntos na Livraria Cultura e nas lojas conceito da LEGO em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).

São 17 novos produtos que representam diversas obras da arquitetura mundial. Entre eles, torres impressionantes como o Empire States, Pisa, monumentos como a Casa Branca, o relógio Big Ben, museus e outras das mais famosas construções do mundo. Cada conjunto virá acompanhado de um livro com dicas sobre como montá-lo e histórias e curiosidades da construção.

“O conceito dos produtos LEGO, usar a criatividade e o raciocínio lógico e, acima de tudo, construir e ter exposto os grandes ícones da arquitetura mundial são os pontos altos desta linha”, ressalta Robério Esteves, diretor de operações da LEGO no Brasil.

Principais lançamentos: Empire State Building, eleita uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, o Empire State Building é o símbolo dos arranha-céus americanos./ Solomon R. Guggenheim Museum, um dos museus mais famosos de Nova York. Desenhado por Frank Lloyd Wright, um dos maiores arquitetos do século XX, a construção levou 13 anos para ficar pronta./ Burj Khalifa, em Dubai, nos Emirados Árabes, está localizada a estrutura mais alta já feita pelo homem, com 828m de altura. Feita pelos arquitetos Skidmore, Owings e Merril, o projeto tem o formato de uma flor no deserto regional com aço, vidro e torre de concreto./ Brandenburg Gate, o Portão de Bradenburgo tem mais de 200 anos e foi encomendado pelo Rei Frederico Guilherme II, da Prússia, como um sinal de paz. Hoje, a obra de Carl Gotthard Langhans é um símbolo histórico e arquitetônico./ The White House, a famosa Casa Branca, construída entre 1792 e 1800 e reconstruída mais tarde, em 1814, após um incêndio. O projeto escolhido pelo presidente George Washington para ser a sede do governo norte-americano foi elaborado por James Hoban, que concorreu com outros renomados arquitetos da época./ Sydney Opera House, obra prima da arquitetura expressionista, do jovem dinamarquês Jorn Utzon, foi escolhida entre os mais de 930 concorrentes, de 28 países, em um concurso de desenho internacional em 1959 e se tornou um marco da modernidade./ The Leaning Tower of Pisa, a Torre Inclinada de Pisa, a mais famosa do mundo, é uma das principais referências da Itália. A sua construção começou há mais de 800 anos, quando uma viúva deixou 60 moedas de ouro em testamento e que pagaram as primeiras pedras usadas na obra./ United Nations Headquart, a sede da Organização das Nações Unidas, erguida em Nova Iorque (Estados Unidos), tornou-se um dos edifícios mais importantes do mundo. Disponível também em LEGO, você pode construí-la com 597 peças, desde a fachada lisa até a base do edifício./ Willis Tower, de Chigago, EUA/ Space Needle, de Seattle, EUA/ Fallingwater, da Pensilvânia, EUA/ Rockefeller Plaza, de Nova Iorque, EUA/ Farnsworth House, de Illinois, EUA/ Robie House, de Chicago, EUA/ Villa Savoye, de Paris, França/ Imperial Hotel, de Tóquio, Japão. | LEGOBrasil

Aluna do IAU-USP vence Concurso
12/12/2013

Cinthia Tragante, aluna da pós no IAU-USP (fotoIvanMarin)

Cinthia Tragante, ex-aluna do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP foi a grande vencedora do 7º Concurso Anual de Monografias 2013 promovido pela Fundação Pró-Memória, da Prefeitura de São Carlos.

A edição do concurso teve como tema “São Carlos em pedaços: uma história das ruas, bairros e regiões do município”. O concurso teve por objetivo estimular o conhecimento e explorar os aspectos históricos da cidade, a partir de uma visão microrregional. Diferente das edições anteriores, este ano foram selecionados cinco trabalhos inéditos.

A monografia de Cinthia, classificada em primeiro lugar, teve como tema “Residenciais fechados e a história recente da cidade de São Carlos”. O trabalho foi premiado com R$ 1,2 mil e ganhará sua publicação, sendo que 10% do valor arrecadado com as obras editadas serão doadas à vencedora do concurso.

Segundo a ex-aluna do IAU-USP, a monografia foi resultado da pesquisa de Iniciação Científica (Programa Ensinar com Pesquisa) que ela realizou em 2008 sob orientação do professor Manoel Rodrigues Alves, docente do Instituto. “Mapeamos e investigamos a expansão dos condomínios fechados em São Carlos, além da análise do perfil socioeconômico e das características desses espaços. A pesquisa ainda está vinculada com o grupo de estudos LEAUC [Laboratório de Estudos do Ambiente Urbano Contemporâneo], liderado pelo professor Manoel, no qual ele tem dado continuidade ao tema incluindo outras cidades da região como Araraquara e Ribeirã

A entrega dos prêmios e certificados ocorreu em outubro, no auditório “Octávio Damiano”, na Fundação Pró-Memória de São Carlos, localizado na Estação Cultura. O julgamento das monografias do concurso foi efetuado pela comissão composta por Maria Cristina Girão Pirolla, Elisângela de Almeida Chiquito e Jonas Modesto de Abreu.| IAU-USP

Plataformas digitais aceleram licenciamento
11/11/2012

A presença de novas plataformas tecnológicas, a transparência na comunicação, a agilidade e a eficiência na aprovação de projetos de edificações na esfera pública são temas atuais e de extrema relevância. A Prefeitura de São Paulo está implementando um sistema eletrônico de licenciamento (cujos procedimentos estão previstos no Decreto municipal Nº 53.415, de 17/09/2012), que traz como promessa reduzir em 30% o tempo de espera pelas autorizações. Do outro lado do mundo, em Cingapura, a plataforma Corenet viabiliza a conclusão de processos de aprovação de projetos em, no máximo, 26 dias. As soluções que estão sendo adotadas por essas cidades e outras, como Bogotá, Stuttgart e Londres, para simplificar e agilizar os processos de licenciamento serão apresentadas durante o Seminário Internacional de Aprovação de Projetos – Eficiência, Transparência e Responsabilidades, marcado para 22 de novembro, em São Paulo. O evento é promovido pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil). Está voltado a projetistas, contratantes de projetos, agentes da construção civil e representantes de órgãos públicos nacionais e internacionais. A programação do seminário contará com palestras de representantes da Prefeitura de São Paulo responsáveis pela implantação do novo sistema de licenciamento, dentre eles, o diretor do Departamento Técnico de Aprovação de Edificações, Alfonso Orlandi Neto. “O sistema digital trouxe e trará mudanças de procedimentos para os agentes da construção civil. E durante o seminário, será possível entender em detalhes como funcionará o sistema”, adianta Adriana Levisky, vice-presidente São Paulo da AsBEA nacional.| Serviço: Seminário Internacional – Sistemas de Aprovação de Projetos: Eficiência, Transparência e Responsabilidade / 22 de novembro, das 8h30 às 19h / Teatro do Hotel Macksoud / Inscrições: www.asbea.org.br

Lelé em Salvador
07/11/2012

A arquitetura de Lelé

Museu da Casa Brasileira leva a Salvador a exposição “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”, até 19 de novembro. Realizada originalmente em 2010 no Museu da Casa Brasileira, “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção” tem curadoria do arquiteto e professor da Universidade de Delft, Max Risselada e do arquiteto e diretor técnico do MCB, Giancarlo Latorraca. A mostra possibilita apreender o apuro técnico e a grande inventividade deste arquiteto brasileiro. A exposição inicia com um painel cronológico de suas centenas de obras, elucidando o processo de racionalização do canteiro presente na trajetória do arquiteto, em sua serie de fábricas implantadas ao longo dos anos. Em destaque com maquetes, fotografias, desenhos e vídeo-animações, estão os sistemas e tecnologias desenvolvidos para a construção de passarelas que marcam a paisagem da cidade de Salvador; hospitais e centros de reabilitação do aparelho locomotor; e várias sedes do Tribunal de Contas da União, construídas entre 1992 e 2009, na penúltima fábrica do arquiteto, a do Centro de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS). Em mais de 50 anos de carreira, iniciada ao lado de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro em Brasília, João Filgueiras Lima foi um dos que mais longe levou as propostas do Movimento Moderno. Promoveu a melhoria das condições de vida em nossas cidades por meio de uma arquitetura produzida em série e eticamente comprometida com a construção de uma espacialidade adequada ao homem e ao ambiente em que está inserida.| Serviço: A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção / foyer do Teatro Castro Alves / Praça Dois de Julho, S/N, Salvador, Bahia / até 19 de novembro / das 12h às 18h| www.mcb.org.br