Arquitetura é tema na Carbono
31/01/2014

Arquitetura, com curadoria de Agnaldo Farias mostra “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” exibe obras de artistas plásticos e também de arquitetos

Arquitetura é tema na Carbono

Obra de Guto Lacaz e de Joubert Lancha

A Carbono Galeria, inaugurada em março de 2013 com a intenção de difundir a arte contemporânea e valorizar os trabalhos em edição, inaugura no dia 04 de fevereiro a exposição “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins”, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra, que exibe obras inspiradas na arquitetura, conta com a participação tanto de artistas plásticos, como Guto Lacaz e Regina Silveira, quanto de arquitetos, caso de Joubert Lancha e Ruy Ohtake. Em cartaz até 15 de março.

O tema da exposição segue os rumos da investigação acadêmica do curador, que leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Usp. “Há anos venho investigando artistas cujas pesquisas relacionam-se com arquitetura e arquitetos cujas obras relacionam-se com a arte. Na faculdade onde dou aula, uma das minhas linhas de investigação é justamente o nexo entre arte e arquitetura. Por conta disso, convidei arquitetos cujas obras têm uma preocupação estética diferenciada, que não incorrem em soluções esquemáticas e rotineiras, e artistas cujas investigações atravessam o campo da arquitetura, das cidades e dos objetos”, explica Agnaldo Farias.

Seguindo essas diretrizes, o curador selecionou os seguintes participantes: Angelo Bucci, Candida Höfer, Carla Caffé, Carlos Teixeira, Daniel Senise, Eduardo Coimbra, Genilson Soares, Guto Lacaz, Jimson Vilela, José Rufino, Joubert Lancha, Manoel Veiga, Márcia Xavier, Mario Figueroa, Regina Silveira, Rommulo Conceição, Rosângela Dorázio e Ruy Ohtake.

As obras presentes em “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” têm a arquitetura como ponto de partida. Cada um dos participantes desenvolveu um trabalho com uma visão criativa e pessoal sobre o assunto, seja através de sua impressão particular ou de sua trajetória profissional. “No caso dos arquitetos, acostumados a responder demandas concretas, houve quem tivesse lançado mão de estudos de extração mais poética – caso de Teixeira e Bucci –, enquanto Figueroa e Ohtake transformaram em gravura uma espécie de súmula de alguns de seus projetos mais ousados”, comenta Agnaldo. “O convite a Guto Lacaz e José Rufino deveu-se ao interesse da inclusão do objeto, peças do mobiliário. Pois se arquitetura e a s cidades são espécies de peles com as quais nos protegemos das intempéries e estabelecemos ritos de convivência, os móveis de nossas casas são companheiros da nossa necessidade de aconchego. Carla Caffé e Manoel Veiga, para indicar apenas dois artistas presentes, enfrentam o universo da cidade. Visões muito distintas, mas igualmente fortes e esclarecedoras da abrangência do universo urbano”, diz ainda.

A arquitetura dialoga com o conceito com o qual a Carbono Galeria trabalha, exclusivamente com múltiplos, já que tanto um projeto arquitetônico quanto o design de um objeto de arte tem seu início no papel ou num protótipo – a maquete, no caso da arquitetura. “É um modo de aludir ao fato de que um bom de ponto de partida das coisas que devem a nós suas existências, é um desenho, frequentemente um projeto. A raiz etimológica do termo desenho, ao menos uma de suas raízes, refere-se à materialização de desejos. Na qualidade de projeto, esboço, ensaio, ele será sempre passível de ser traduzido e reproduzido. Daí a pertinência com uma galeria voltada ao processo de difusão da obra de arte”, finaliza Agnaldo Farias.

SobreCarbonoA Carbono Galeria, dirigida por Ana Serra e Renata Castro e Silva, foi inaugurada em março de 2013. Com a intenção de difundir a arte contemporânea no Brasil e valorizar as obras múltiplas em seus mais diversos formatos – gravura, escultura, objeto, fotografia etc –, a galeria promoveu, desde sua inauguração, três exposições coletivas (a mostra inaugural “Múltipla de Múltiplos”, da qual participaram artistas como Waltercio Caldas, Antonio Dias, Paulo Pasta e Edgard de Souza, “Gringos”, focada em nomes internacionais, como Jeff Koons, Mona Hatoum, John Baldessari e Larry Clark, e “Cinéticos e Construtivos”, com obras de Cruz-Díez, Soto e Volpi, entre outros), além de uma individual em homenagem ao centenário da artista plásti ca Tomie Ohtake e mais recentemente uma de Julio Le Parc, precursor da op art, e uma do designer Ara Vartanian, com peças criadas em parceria com a artista Janaina Tschäpe. Em agosto, a Carbono lançou em seu próprio website (www.carbonogaleria.com.br) uma galeria virtual, através da qual é possível adquirir obras, que são enviadas a qualquer parte do Brasil. Os clientes cadastrados ainda têm a vantagem de comprar trabalhos através de pré-venda, antes mesmo de seu lançamento.

Serviço: Coletiva “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” @ Carbono Galeria/ Abertura: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h30/ Período expositivo: 05 de fevereiro a 15 de março/ Rua Joaquim Antunes, 59, Pinheiros, São Paulo, SP/ Horário de funcionamento: segunda a sexta das 10h às 19h, sábados das 11h às 15h/ Entrada franca| CarbonoGaleria

Willer Arquitetos vira Casacinco
01/01/2014

Transição de Willer Arquitetos para Casacinco, reflete o novo momento da empresa, que agora conta com cinco sócios. Escritório de arquitetura realiza projetos de diferentes complexidades no Brasil e exterior

Willer Arquitetos vira CasacincoO escritório Willer Arquitetos Associados abriu as portas na década de 1990 com o intuito de desenvolver projetos arquitetônicos e de urbanismo. À frente da empresa estavam os arquitetos Alfred Willer, cuja atuação profissional teve início nos anos 1960, e seu filho Marcelo, hoje superintendente de uma das maiores urbanizadoras do Brasil. Nestes 20 anos, Willer incorporou à equipe diversos profissionais, capacitando a empresa para criar importantes obras no Brasil e exterior.

Integrantes da equipe há diversos anos, em 2012 os arquitetos Boris Cunha e Ricardo Alberti concluíram o processo de aquisição da sociedade, cuja direção passa a ser compartilhada com os demais sócios: os também arquitetos Rogério Shibata, Jussara Specian e Rosiane Ruda Sant´Ana.

Com isso, a empresa passa a se chamar Casacinco e mantém a mesma linha de atuação, sendo responsável pela realização de projetos de diferentes graus de complexidade como aeroportos, indústrias, edifícios comerciais, shopping centers, hospitais, escolas, museus, clubes, condomínios e residências.

Dos projetos em desenvolvimento destacam-se um complexo multiuso em Maringá (PR), com 80 mil metros quadrados, que abrage espaços comerciais, escritórios, hotel e áreas residenciais, e as novas instalações industriais e administrativas de uma multinacional escandinava fornecedora da cadeia de petróleo e gás, com 45 mil metros quadrados.

Os atuais sócios da Casacinco já estiveram à frente de projetos como o Evolution Towers (complexo que abriga o Hotel Pestana Curitiba), a Vila Nova da Hidrelétrica de Jirau (Rondônia), o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul (Acre), e diversas obras em Angola (África), como o Museu de Ciência e Tecnologia, o Museu das Forças Armadas, o Museu do Diamante e o Instituto Médio de Artes.

A experiência nestes e em dezenas de outros projetos faz da Casacinco um escritório com extensa expertise em todas as áreas do planejamento arquitetônico.| Casacinco

Desafios da arquitetura compacta
10/12/2013

Cozinha, área de serviço, living, mesa de jantar e quarto. Tudo em um mesmo ambiente. É em espaços como esse que muitos paulistanos estão vivendo neste momento, nos chamados apartamentos studio. Com metragens que normalmente variam entre 30 e 50 metros quadrados, essa tipologia residencial liderou o número de unidades lançadas em 2012 e no primeiro semestre deste ano, segundo o Secovi-SP.

Mas é possível ter qualidade de vida em espaços tão reduzidos? De acordo com o arquiteto José Ricardo Basiches, do escritório Basiches Arquitetos Associados, é possível desde que dois elementos estejam presentes no processo da arquitetura de interior: funcionalidade e criatividade.

“Projetar apartamentos compactos hoje em dia passou a ser uma rotina para nós aqui no escritório. Como todo processo da arquitetura, partimos do principio de funcionalidade, forma e função para se chegar em um modelo ideal de morar”, afirma Basiches. Segundo ele, a criatividade passou a ser um desafio fundamental na concepção de projetos de menor metragem. “Buscamos espaços que sejam funcionais, onde o mínimo é absolutamente tudo que precisamos”, completa.

Responsável pelo projeto de arquitetura e design do VN Quati, residencial cuja metragem é de apenas 19 metros quadrados, Basiches diz que o uso misto de mobiliário é fundamental para um melhor aproveitamento do espaço. “Uma mesa de jantar, além de fazer a função básica dela, pode servir de anteparo e apoio à cozinha. Essa função multiuso das coisas tem sido muito importante para se chegar a um resultado do qual cria-se um espaço agradável e amplo”, comenta.

A importância das áreas comuns – A versatilidade do projeto arquitetônico do prédio é também fundamental para que o morador de uma unidade compacta possa viver com qualidade.

“Do lado de fora dos apartamentos, é preciso que o prédio – além de ter uma localização incrível – ofereça aquilo que não se pode ter dentro do apartamento. Ou seja, para receber amigos, dar uma festa, um jantar, tem sido cada vez mais importante para nós, arquitetos, buscar aprimorar os ambientes das áreas comuns. Espaços descolados, generosos e com muito design”, comenta Basiches.| BasichesArquitetos