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Seu Jornal TVT – 02/08/2017

 

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Moinho Resiste: Criminalização é usada para eliminar território popular | por Raquel Rolnik

TextoCompleto | Blog da Raquel

Raquel Rolnik

No começo desta semana, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirmou que a prefeitura de São Paulo prepara uma grande operação de remoção das famílias da favela do Moinho, a última do centro da cidade, localizada muito próxima à chamada cracolândia, nos Campos Elísios. Desde o dia 21 de maio, aquela região está sendo alvo de várias ações do governo municipal, que decidiu dispersar os usuários de crack que se concentravam no chamado fluxo com força policial.

Supostamente, tanto a ação na cracolândia – onde cortiços e pensões foram lacrados e tiveram paredes derrubadas com gente dentro e moradores foram ameaçados de remoção – quanto o anúncio da remoção de cerca de 900 famílias do Moinho teriam como motivação o combate ao tráfico de drogas. Ainda segundo a mesma reportagem, a favela do Moinho abasteceria de crack a cracolândia. Ali foram efetuadas prisões e um rapaz de 17 anos foi assassinado. A polícia alega que ele reagiu à abordagem.

Em nome do combate ao tráfico de drogas, a prefeitura está classificando o conjunto de pessoas que moram, trabalham e convivem tanto nos Campos Elísios quanto na favela do Moinho como criminosos, sujeitos a desaparecer do local. O anúncio da remoção da favela faz parte de um conjunto de ações que querem remover dali um território popular constituído por moradores, comerciantes, agentes culturais, entre outros, que não são, obviamente, todos traficantes. Para piorar, não há nenhum projeto claro de para onde essas pessoas poderão ir depois de serem removidas.>>>Mais

 

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Instituto Tomie Ohtake recebe exposição sobre Rafael Braga | TVT

 

Arquitetura para Todos | Bom Para Todos TVT

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Prefeitura faz manobra para agilizar projetos na Luz

ObservaSP

Por Equipe observaSP / TextoCompleto

A secretaria Municipal de Habitação (Sehab) de São Paulo definiu o calendário do processo eleitoral para escolher os membros do Conselho Gestor da Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) da região da Luz, área conhecida como Cracolândia, onde desde maio estão acontecendo intervenções por parte da prefeitura e do governo do Estado. A inscrição dos candidatos termina na próxima sexta-feira (30) e a eleição está marcada para o dia 17 de julho.

Desde 2002, esse mecanismo está previsto no Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade. O processo eleitoral dessa vez, no entanto, considera que apenas moradores das duas quadras, na Rua Helvétia e Alameda Dino Bueno, onde já ocorreram demolições e remoções de moradores podem se candidatar a uma das vagas no conselho. Essa decisão vai totalmente na contramão da regulação histórica das ZEIS, sobretudo por afetar aquilo que é o objeto principal de seus Conselhos Gestores: a elaboração de um Plano de Urbanização para a área com a participação de seus moradores.

A Prefeitura vem considerando essas quadras como se representassem a integralidade de uma ZEIS, fragilizando a participação dos moradores e entidades com atuação na área, favorecendo a implantação do processo de transformação capitaneado pela gestão municipal. Na verdade, a ZEIS é bem maior, como é possível ver no Plano Diretor e no próprio site municipal Gestão Urbana. >>>Mais+

 

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Urbanista aponta interesse imobiliário nas ações na cracolândia | TVT

Nota de repúdio – Ocupação Lanceiros Negros

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) vem a público manifestar repúdio pela condução da Brigada Militar e do governador do Estado do Rio Grande do Sul no caso da reintegração de posse da Ocupação Lanceiros Negros, no Centro Histórico de Porto Alegre. A federação entende que, antes de mais nada, os entes públicos precisam respeitar os direitos dos cidadãos e a sua moradia, seja ela onde for.

A FNA entende o direito à moradia como base da dignidade humana, direito esse garantido pelo Art. 6º da Constituição Federal. Cabe ao poder público dar condições mínimas de existência a essas famílias. Além disso, conclama por respeito às famílias no local residentes, compostas por crianças, adultos e idosos, que foram despejados com violência em plena noite desta quarta-feira (14/6).

Diretoria Executiva

Serviço:
FNA – Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas
(51) 3024-0626
http://www.fna.org.br

 

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Região da Luz em Disputa | observaSP

Mapeamento dos processos em curso / Por Pedro Mendonça, Pedro Lima, Isabel Martin, Gisele Brito e Raquel Rolnik

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Luz em Disputa

Não é de hoje que a região da Luz, no centro de São Paulo, sofre pressões para torná-la mais um polo de expansão do capital imobiliário e seus produtos: centros culturais, condomínios residenciais de classe média, torres corporativas. Há várias décadas, entretanto, esse território popular, um dos bairros mais antigos da cidade, com arquiteturas preservadas, resiste a essas investidas, mesmo que isto tenha implicado em remoções, demolições e uso da violência.

As tentativas do Estado de promover essa expansão imobiliária foram inviabilizadas em função da combinação de quatro fatores: 1) A existência na área de patrimônio histórico tombado, o que impõe limitações a transformações muito radicais. Até 2013, quando esta foi suprimida, o próprio desenho do loteamento era tombado, já que a Luz era um dos últimos remanescentes dos bairros abertos no século XVIII em São Paulo, mesmo assim são dezenas de imóveis tombados pelos órgãos de defesa do Patrimônio Histórico municipal e estadual 2) A propriedade fundiária fragmentada, decorrente de séculos de heranças e divisões de propriedades nem sempre totalmente concluídas; 3) A presença de população de baixa renda vivendo em cortiços, pensões e, mais recentemente, em ocupações organizadas; 4) A concentração, desde a década de 1990, de pessoas usuárias de crack e outras drogas que, ao longo dos anos, mudam de lugar, mas sem nunca sair da região. Essas mudanças de local do chamado fluxo sempre antecedem grandes ações de lacração e demolição que, ao cabo, só aumentam a concentração de dependentes químicos e a degradação do perímetro alvo destas operações. >>>Mais+

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Livro ‘Aprendizagem em Arquitetura e Urbanismo’

Professores da Unesp tratam de Experiências de São Paulo – Sevilha

O lançamento do livro bilíngue (português/ espanhol) ‘Metodologias de Projeto e Ferramentas de Pesquisa, Ensino – Aprendizagem em Arquitetura e Urbanismo: Experiências de São Paulo – Sevilha’, de Evandro Fiorin e Arlete M. Francisco, da Unesp de Presidente Prudente, foi possível graças ao Edital de Visita docente à Espanha, promovido pela PROGRAD – Pró-reitoria de Graduação e pela PROPg – Pró-reitoria de Pós-graduação, no qual foram contemplados em 2015.
“É, também, fruto de um profícuo trabalho entre grupos de pesquisa do Brasil e da Espanha, resultado do nosso empenho docente para com a graduação e de uma ação afirmativa no campo da pesquisa e internacionalização da Unesp”, afirmam os pesquisadores.

O livro pode ser acessado pelo link: http://unesp.br/portal#!/prograd/e-livros-prograd/

Serviço:
UNESP-Universidade Estadual Paulista-Campus de Presidente Prudente-SP-Brasil
http://fct.unesp.br
Metodologias de Projeto e Ferramentas de Pesquisa, Ensino – Aprendizagem em Arquitetura e Urbanismo: Experiências de São Paulo – Sevilha | Baixar PDF
GPArC-Grupo de Pesquisa de Projeto, Arquitetura e Cidade

 

Revisão extemporânea do zoneamento de São Paulo: Para quê? Para quem? | Raquel Rolnik

TextoCompleto | BlogDaRaquel

Raquel Rolnik

A Prefeitura de São Paulo está realizando um processo de “revisão e readequação” da Lei de Zoneamento da cidade, que foi completamente revista e alterada há pouco mais de um ano, em um longo processo que sucedeu a elaboração do mais recente Plano Diretor de São Paulo. De acordo com o texto de introdução constante no site gestão urbana a motivação para esta nova revisão é a “necessidade de ajustes nos dispositivos para melhor aplicação da lei”.

O poder público municipal afirma no mesmo documento, que o processo foi iniciado em janeiro, com um “estudo da aplicabilidade dos instrumentos” e que, desde o dia 26 de maio e até o dia 5 de junho, realiza uma “consulta pública” para colher propostas de mudanças nos dispositivos. Dois dias depois de finalizada a consulta, a gestão apresentará uma “minuta participativa” que deverá ser discutida em audiências regionais e encaminhada à Câmara Municipal.

Cabe, antes de mais nada, uma explicação: os tais “dispositivos” do zoneamento que aparecem como objetos da consulta, tais como “cota parte máxima”, “gabarito máximo”, “cota ambiental”, entre outros, foram inseridos no Zoneamento como instrumentos de implementação de uma estratégia contida no Plano Diretor. >>>Mais