Archive for the 'Social&Comunitário' Category

Obra de moradia popular recebe visitantes de todo o país | TVT

Publicado em 5 de ago de 2017

Visitar 13 obras de moradias populares na capital paulista foi o programa de sábado das delegações da Central de Movimentos Populares que vieram de todo o país. Uma das visitas foi ao empreendimento Barra do Jacaré, onde estão sendo construídos quase 600 apartamentos numa experiência de autogestão.

 

início

Anúncios

Periferias resistem à burocratização em busca de uma nova cidadania

Pesquisa observou execução das políticas sociais no cotidiano da periferia da zona sul, a partir de práticas e discursos de profissionais / Por Denis Pacheco

periferias

A zona sul de São Paulo tem mais de 2 milhões de habitantes

TextoCompleto JornalDaUSP

Com uma população de mais de 2 milhões de habitantes, a zona sul de São Paulo foi objeto de uma dissertação de mestrado realizada na USP. O estudo observou a execução das políticas sociais no cotidiano da periferia da zona sul, a partir de práticas e discursos de profissionais e ativistas locais.

Formada em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a antropóloga Milena Mateuzi Carmo buscou, por meio da observação dos discursos e práticas entre serviços públicos e articulações locais, entender como o dia a dia destes discursos podem tanto reafirmar a forma de poder estatal, quanto resistir a ela.

Para a pesquisadora, a resistência é alimentada por discursos que se constroem localmente a partir da mobilização de identidades que articulam marcadores sociais da diferença, tais como raça, classe e gênero, e a ideia de sofrimento gerada pela reprodução de violências institucionais ligadas a estes marcadores. >>>Mais

FMC | Boulevard na Frei Caneca

A associação Casarão Brasil e o escritório FMC, Boulevard na Rua Frei Caneca pode se tornar realidade
FMC | Boulevard na Frei Caneca

FMC – Ferrés, Milani & Campanhã, vencedor do concurso em associação com o escritório Fondarius, de Barcelona

Os moradores, comerciantes e frequentadores da região da Rua Frei Caneca, em São Paulo, poderão contar com um boulevard agradável, com três áreas de convivência e lazer e um anfiteatro ao ar livre, em uma via totalmente reurbanizada. A ideia básica para o projeto está pronta e foi reencaminhada no último dia 25 de fevereiro na Subprefeitura da Sé.

Trata-se de uma iniciativa da Associação LGBT Casarão Brasil, que em 2010 promoveu um concurso em parceria com o IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil). O vencedor do concurso foi o escritório de arquitetura FMC – Ferrés, Milani & Campanhã, em associação com o escritório Fondarius, de Barcelona.

Como nos casos das ruas Oscar Freire e parte da Avanhandava, o projeto prevê a remodelação das calçadas, modificação na iluminação e enterramento dos fios da rede elétrica, reorganização do trânsito e recuperação das áreas verdes já existentes, com a criação de espaços de lazer ao longo da via, devolvendo o uso do espaço público para as pessoas.

Pelo projeto haverá quatro áreas principais: um parque/jardim na antiga Maternidade São Paulo, uma praça na Igreja Divino Espírito Santo, um mercado ao ar livre na esquina do Shopping Frei Caneca, além de um teatro ao ar livre na área da escadaria que liga a Frei Caneca à parte antiga da Rua Avanhandava, que também será beneficiada por esta reurbanização.

“Nossa ideia principal foi recuperar o espaço público e humanizá-lo para torná-lo mais agradável às pessoas”, conta Conrado Ferrés, um dos sócios do escritório FMC.

Para o presidente da Associação LGBT Casarão Brasil, Rogério de Oliveira, a viabilização deste projeto proporcionará uma melhora na qualidade de vida de toda a região, valorizará imóveis e o comércio, diminuirá ocorrências policiais, principalmente as ligadas ao uso de drogas e atitudes homofóbicas.

A associação Casarão Brasil e o escritório FMC esperam que em breve a Subprefeitura da Sé encaminhe o projeto para órgãos municipais, como o SP Urbanismo, para que a Prefeitura e a iniciativa privada possam contratar o projeto executivo e planejar o início das obras de reurbanização da Rua Frei Caneca. | webCasarãoBrasil | webFMC

Elo | ursinhos tecnológicos levam mensagens

No Hospital Amaral Carvalho, Elo ursinhos tecnológicos levam mensagens de familiares e amigos às crianças com câncer. Isoladas de seus círculos afetivos, as crianças internadas podem diminuir a solidão recebendo mensagens de voz via WhatsApp a qualquer hora. Basta apertar a mão do ursinho “Elo”
Elo | ursinhos tecnológicos levam mensagens

Em parceria com a FOM, fabricante de travesseiros, brinquedos e almofadas com material antialérgico, foi desenvolvida essa linha de ursinhos Elo especiais, que através de um dispositivo, recebem e armazenam notas de áudio. Cada criança tem um número exclusivo que foi passado aos familiares.

O Hospital Amaral Carvalho, considerado uma referência da oncologia infantil no Brasil e na América Latina, localizado em Jaú (SP), desenvolveu uma solução lúdica e criativa para diminuir a solidão de crianças isoladas no hospital para o tratamento do câncer. A ideia surgiu dos clássicos ursinhos de pelúcia, conhecidos por fazerem companhia a todas as crianças, mas ganhou umupgrade: quando a saudade aperta, basta apertar a mão dos ursinhos Elo e ouvir mensagens de carinho e otimismo enviadas a todo momento por familiares e amigos via WhatsApp.

Em parceria com a FOM, fabricante de travesseiros, brinquedos e almofadas com material antialérgico, foi desenvolvida essa linha de ursinhos especiais, que através de um dispositivo, recebem e armazenam notas de áudio. Cada criança tem um número exclusivo que foi passado aos familiares.

O objetivo do hospital com a iniciativa é aproximar os pequenos pacientes daqueles que eles tanto amam e ajudá-los a passar pelo período de isolamento de uma forma mais alegre e menos solitária. O projeto levou seis meses para ser desenvolvido e cerca de 30 crianças internadas no hospital já usaram o Elo – assim chamados por ligarem as crianças às pessoas que mais amam.

O oncologista pediátrico Alejandro Arancibia explica os motivos de isolamento das crianças. “Elas não podem ficar muito tempo em contato com o meio exterior porque estão com a imunidade muito baixa Os Elo são uma porta de contato com quem está lá fora”. Para a chefe da pediatria do Hospital Amaral Carvalho, Drª Claudia Teresa de Oliveira, especialista em Hematologia/Hemoterapia/Oncologia Clínica/Oncologia Pediatria, esse método é um mecanismo de apoio emocional importante para o bem-estar das crianças durante o tratamento. “A criança é afastada da sua rotina habitual. Elas sentem falta dos amigos, da escola e esse carinho faz uma enorme diferença na recuperação”, afirma.

Veja o vídeo: http://youtu.be/cEZ4Ob1RLo8

Como funciona a tecnologia: Ursinhos Elo foram adaptados especialmente para comportarem o equipamento que recebe as mensagens, além de caixas de som específicas que foram desenhadas para funcionarem no interior dos ursinhos. Um interior dos ursinhos. Um mecanismo liga a mão dos “Elos” ao dispositivo, liberando mensagens armazenadas. As mensagens são enviadas para uma central e gerenciadas por um profissional do hospital, que envia então para os ursinhos. As mensagens podem ser atualizadas a todo momento e ficam à disposição da criança para a próxima vez que decidir apertar a mão do seu ursinho para ouvi-las.| webFOM | webHospitalAmaralCarvalho

Sobre o vão livre do Masp

Manifestação do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi sobre o vão livre do Masp

Vão livre do MaspNeste momento no qual comemoramos (5/12) o 99o aniversário de Lina Bo Bardi, as notícias recentes do agravamento das condições de segurança no vão livre do Masp são preocupantes. O debate que se instalou nos meios de comunicação revela a preocupação da sociedade paulista com os destinos de seu principal museu, edifício escolhido inúmeras vezes como um ícone da cidade de São Paulo.

Concebido para ser aberto para o uso público, o espaço do vão livre é extensão das ruas e praças da cidade. O vão livre complementa a transparência do edifício no objetivo de aproximar a arte da vida cotidiana. Ambos configuram o caráter do Masp como museu dedicado à formação de público e de artistas desde sua fundação. As transformações da cidade e da sociedade podem exigir adaptações na arquitetura e no funcionamento do museu, mas nunca contraditórias com sua concepção e projeto arquitetônico original.

O Instituto Bardi considera que o enfrentamento da violência urbana paulistana no vão livre exige políticas públicas integradas, envolvendo além dos organismos de segurança, o planejamento de ações sociais e de saúde pública. Somente através de planejamento e gestão adequada do poder público, estadual e municipal, poderá ser revertida a degradação do espaço do vão livre. Além disto, propomos uma ação conjunta com instituições não governamentais, universidades e o próprio museu, para torná-lo, no ano do centenário de Lina Bo Bardi, uma nova referência de espaço público na consciência coletiva paulista: livre, seguro e inclusivo.

O Masp e seu vão livre não deveriam ser cercados, mas sim abraçados pela sociedade paulista. Um abraço que defenda a liberdade política que ele representa, que o proteja da violência urbana a que está sujeito, que ampare aqueles que ali estão e necessitem de ajuda. Um abraço que represente o afeto desta sociedade pelo museu que ela reconhece como seu principal ícone.

Renato Luis Sobral Anelli, diretor do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi e pesquisador do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos| InstitutoBardi