Archive for the ‘Mostras&Exposições’ Category

Veneza | Brasil na Bienal de Arquitetura
02/06/2014

Sob o título Fundamentals, a Biennale di Architettura 2014, em Veneza, tem como curador o arquiteto holandês Rem Koolhaas
Veneza

Pavilhão Brasileiro em Veneza / Hospital Sarah, João Filgueiras Lima_Lelé, Brasília, 2003/ fotoNelsonKon

Rem Koolhaas propôs um tema específico aos países participantes: Absorbing Modernity 1914-2014, procurando entender como as arquiteturas nacionais absorveram a modernidade no último século e como, eventualmente, mantiveram elementos tradicionais.

A convite da Fundação Bienal de São Paulo, o diplomata e crítico de arquitetura André Aranha Corrêa do Lago assumiu a curadoria da participação brasileira na mostra de Veneza. “O Brasil é um dos países que absorveram de forma mais interessante os preceitos da arquitetura moderna, o que contribuiu para o fortalecimento da identidade nacional. Ao contrário de outros países que construíram, ao longo dos séculos, uma arquitetura típica nacional – reconhecível de forma quase caricatural pelos outros povos – aquela que é conhecida como ‘arquitetura brasileira’ não é a do passado, mas a moderna” – afirma o curador.

A exposição que ocupa o Pavilhão do Brasil pretende mostrar a evolução cronológica da arquitetura no país, organizada por tipos de “edifícios”: habitações coletivas, habitações individuais, edifícios governamentais, escolas, urbanismo, paisagismo, pavilhões e centros culturais. Além dos projetos mais relevantes para a evolução arquitetônica nacional, que inclui a arquitetura pré-colombiana (ocas), construções vernaculares e projetos barrocos, a mostra destaca as obras de grande influência internacional, como o Palácio Capanema, Pampulha e Brasília. A mostra, na Bienal de Veneza, evidencia que existe um conjunto de grandes personalidades que permitiram que a arquitetura brasileira fosse particularmente relevante: a sequência e interação entre Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Affonso Reidy, Lina Bo Bardi, Lelé (João Filgueiras Lima) e Paulo Mendes da Rocha é de uma riqueza impressionante.

Cerca de 50 arquitetos e 180 projetos compõem a mostra que reúne várias gerações. Além dos nomes citados acima, estão os históricos Vilanova Artigas, Gregori Warchavchik e Rino Levi; os consagrados Ruy Ohtake e Eduardo de Almeida; os reconhecidos Vinicius Andrade, MarceloMorettin, AngeloBucci, IsayWeinfeld, Marcio Kogan e Marcos Boldarini; e os jovens Carla Juaçaba e Rodrigo Cerviño Lopes, entre outros.

Painéis com imagens históricas e croquis dessas construções fazem parte de uma expografia que impõe um trajeto cronológico, orientando o visitante com as informações essenciais sobre a história da arquitetura no período em questão. Além disso, o espaço intercala a narrativa visual ao uso de divisórias em treliças e cobogós, solução arquitetônica amplamente difundida no país, composta por elementos vazados que permitem ventilação e luminosidade aos ambientes.

Pelo período estabelecido para o tema, o curador considera que o Brasil esteve em processo de desenvolvimento e que sua arquitetura caminhou em paralelo aos amplos desafios econômicos devido ao crescimento acelerado. Além disso, destaca a relevância da arquitetura por sua centralidade na busca de solução para problemas urbanos, principalmente na integração de bilhões de pessoas às cidades: “Segundo estudos recentes da ONU, será possível erradicar a pobreza absoluta no mundo até 2030. Sabe-se, também, que a população mundial deverá ser esmagadoramente urbana para sobreviver e que a humanidade só poderá enfrentar a mudança do clima se houver alteração nos padrões insustentáveis de produção e consumo. O Brasil tornou-se duplamente ‘mainstream’ na medida em que, ao mesmo tempo, acompanhou o debate arquitetônico em si, e está enfrentando com soluções efetivas os desafios da grande maioria da população mundial”.

Sobre a participação brasileira na 14. Mostra Internazionale diArchitettura – A Bienal de Veneza

A Mostra Internazionale diArchitettura – A Bienal de Veneza oferece, a cada dois anos, uma grande exposição coletiva e dezenas de pavilhões nacionais. A organização da participação oficial brasileira no evento é realizada por meio da colaboração entre o Ministério das Relações Exteriores, mantenedor do pavilhão brasileiro, o Ministério da Cultura, através de aporte de recursos da Funarte, e a Fundação Bienal de São Paulo, responsável pela produção da mostra.

Serviço: Pavilhão do Brasil na 14. Mostra Internazionale diArchitettura – A Bienal de Veneza / Comissário: LuisTerepins, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo / Curador: André Aranha Corrêa do Lago / Título da exposição: Brasil: Modernismo como Tradição / Local: Pavilhão do Brasil/ Endereço: Giardini Castello, PadiglioneBrasile, 30122 Veneza, Itália / Data: 7 de junho a 23 de novembro de 2014| webBienalArquitetura

Habis 21|Mostra começa sua andança pelo país
02/06/2014

Em comemoração aos 21 anos de atividades (1992/2013), o grupo Habis (Grupo de Pesquisa em Habitação e Sustentabilidade), do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos, promoveu em abril, na Biblioteca da EESC-USP, a Mostra Habis 21, uma exposição itinerante que pretende apresentar aos visitantes oito projetos de arquitetura em madeira (modelos reduzidos), todos resultados de pesquisa do grupo.

Habis 21Segundo a coordenadora do grupo Habis, Akemi Ino, o que estará exposto deriva do curso de extensão “Modelo reduzido como o instrumento para concepção, registro e divulgação da cultura construtiva em madeira”, realizado no IAU-USP com o professor da FAU-UnB, Ivan do Valle, especialista em modelos.

Akemi destaca que a madeira utilizada é renovável na sua maioria oriunda de reflorestamento.“Diante de um mundo onde se consome cada vez mais recursos energéticos, onde os materiais da cadeia de produção da construção civil têm grande impacto na preservação do meio ambiente, degradando este com seus resíduos, o estímulo ao emprego da madeira, matéria prima de fonte renovável, de baixo consumo energético e comprovadamente de baixo impacto ambiental, parece-nos ser um caminho adequado nestes novos tempos, seja com técnicas tradicionais ou com as mais modernas”, explica a pesquisadora do IAU.

A Mostra Habis 21 também estará sendo realizada ao longo deste primeiro semestre em Natal/RN (abril/maio, no XIV EBRAMEM e na FAU/UFRN), Brasília/DF (maio, na FAU-UnB) e São Paulo/SP (junho, em locais ainda a serem confirmados). A exposição itinerante é uma realização da Comissão de Cultura e Extensão (CCEx) do IAU-USP. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3373-9304 (Grupo Habis).| webIAUUSP

MuBE | workshops de arquitetos italianos
30/04/2014

O Design Made in Italy no MuBE: Exposição Exchanging & Changing the Space
MuBE

Mario Cucinella no MuBE

Com 20 anos de carreira, MARIO CUCINELLA, é reconhecido por unir arquitetura contemporânea e sustentabilidade. Formado em Gênova, hoje leciona na Technische Universitat de Mônaco e é professor honorário da Nottingham University. Em 2012, sendo diretor da Comissão Científica de PLEA (Passive and Low Energy Architecture), fundou a Building Green Futures, instituição sem fins lucrativos que pretende unir tecnologia e cultura ambiental. Em seu escritório, Mario Cucinella Architects, comanda um time de arquitetos, engenheiros e projetistas internacionais, além de um grupo de pesquisa e desenvolvimento.

Arquiteto, designer e fundador da marca A Lot Of, PEDRO PAULO FRANCO SANTORO tem longa relação com o mercado italiano. Participou de inúmeras edições do Salão de Milão, foi convidado para a Torino Design Week – ao lado de personalidades como Enzo Mari – e para o Salão Satellite. Como curador, realizou a mostra “Brasil é Cosí”, na qual expôs o trabalho de 32 jovens designers nacionais no Salão de Milão de 2009. Suas criações mundialmente famosas – as poltronas Orbital, Supernova e Carnevale – saíram em editoriais de revistas do Brasil e do mundo.

Engenheiro e designer de iates, GIOVANNI CECCARELLI hoje é professor de mestrado em design e diretor da empresa localizada em Ravenna e que, fundada pelo pai na década de 50, leva o sobrenome da família. Alguns de seus maiores projetos foram iates em série, e um de seus barcos à vela foi recordista da competição Centomiglia, que ocorre anualmente no lago de Garda, no norte da Itália.

Arquiteto e paisagista, BENEDETTO CAMERANA é membro da Comissão Científica do Instituto Europeu de Design (IED) e professor no Instituto Politécnico de Turim. Em 1997, fundou o estúdio de arquitetura Camerana & Partners, conhecido por acolher jovens arquitetos de toda a Europa. Os projetos da arena olímpica que abrigou os Jogos de Inverno de Turim de 2006 e do shopping Bicocca, em Milão, levam sua assinatura.

Gerente de marketing da Ducati Motor Holding do Brasil, ARTHUR WONG é especialista em marketing e comunicação, tendo atuado como gerente de marketing na Mercedez-Benz, e na criação, coordenação e execução de eventos institucionais da rede Globo de 2005 a 2007.

Programação

Dia 1 – 06/05
9h Credenciamento e welcome coffee
9h30 Seminário de Abertura. Convidados especiais: Raffaele Trobetta, embaixador da Itália no Brasil; Pedro Ariel Santana, diretor de conteúdo da revista CC; Benedetto Camerana, arquiteto da Camerana & Partners; e Mario Cucinella, arquiteto da MCA Architects.
11h Inauguração da exposição
12h Brunch
19h 1º Workshop: Comunidade. Com Mario Cucinella e Benedetto Camerana
20h30 Cocktail

Dia 2 – 07/05
9h Welcome coffee
9h30 2º Workshop: Engineering. Com Giovanni Ceccarelli, designer de iates
19h 3º Workshop: Lifestyle. Com Benedetto Camerana e Pedro Paulo Franco Santoro

Dia 3 – 08/05
9h Welcome coffee
9h30 4º Workshop: Performance. Com Arthur Wong, gerente de marketing e PR da Ducati Motor Holding

Serviço: Exposição Exchanging & Changing the Space: O Design Made in Italy/ de 06 a 22 de maio de 2014/ De terça a domingo, das 10h às 19h/ MuBE – Museu Brasileiro de Escultura/ Sala Pinacoteca/ Av. Europa, 218 – Jardim Europa, São Paulo, (11)2594.2601| webMuBE

Casas do Brasil – Barraca Cigana em Olímpia
10/04/2014

Casas do Brasil – Barraca Cigana até 27 de abril, na Casa da Cultura, Centro, Olímpia, SP

Casas do Brasil - Barraca Cigana

Até 27 de abril, a cidade de Olímpia receberá um recorte da exposição Casas do Brasil – Barraca Cigana, quarta edição do projeto que propõe a formação de um inventário sobre a diversidade do morar no país, realizado pelo Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Estado da Cultura. A itinerância na Casa da Cultura de Olímpia acontece a partir da parceria entre o MCB e o SISEM-SP (Sistema Estadual de Museus), por meio da qual são levados a cidades paulistas conteúdos importantes já mostrados anteriormente no espaço expositivo do museu.

“Barraca Cigana” traz fotografias da pesquisadora Luciana Sampaio, que registrou o dia a dia de acampamentos dos ciganos Calon na periferia e interior de São Paulo durante mais de uma década. Em outubro de 1997, no Largo 13 de Maio, bairro de Santo Amaro em São Paulo, Luciana viu pela primeira vez um grupo de ciganas lendo a sorte na rua. “Sempre ouvi falar que eram bruxas malvadas, mas, a partir daquele momento, as cores dos seus vestidos passaram a ser um dos elementos que mais me atraíam, e que me levaram a conviver por quase 15 anos com famílias de ciganos Calon, espalhados pelo Estado de São Paulo”, relata.

Desde então, a fotógrafa documenta o modo de vida desconhecido destes brasileiros, sempre se questionando sobre como conseguiram manter praticamente intactos, por tantos séculos, língua, vestimentas, organização familiar, habitação, meios de sobrevivência e tantos outros valores. Em 2007, passou da documentação fotográfica para a produção de vídeos em que, além das atividades cotidianas, registrou também entrevistas. O trabalho resultou em um extenso arquivo documental que será, em parte, exibido na mostra. Complementam a exposição, textos da antropóloga Florencia Ferrari.

Os ciganos retratados na exposição são da etnia Calon, falam o dialeto Chibi, e atualmente vivem em cidades do estado de São Paulo em acampamentos espalhados por seis cidades: Jaboticabal, Pitangueiras, Guariba, Ribeirão Preto, Rio Preto e São Paulo.

Sobre Casas do Brasil – Realizado desde 2006, o projeto Casas do Brasil, com cinco edições já realizadas, procura mapear as diversas tipologias de habitações brasileiras com o objetivo de formar um inventário sobre a diversidade do morar no país. Já foram tema do projeto em exposições no Museu da Casa Brasileira a “Casa Xinguana” (2008) e a “Habitação ribeirinha na Amazônia” (2013). “Barraca Cigana” (2012) é o quarto volume da série.

Sobre o Sistema Estadual de Museus – O SISEM-SP reúne e articula todos os museus do Estado buscando promover o desenvolvimento e fortalecimento institucional. É coordenado pela Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico (UPPM) da Secretaria de Estado da Cultura e atualmente engloba cerca de 415 instituições, públicas e privadas, de 190 municípios. Entre as principais ações do SISEM, está a realização de exposições itinerantes e de estudos detalhados sobre cada museu e cidades onde estão localizados. O SISEM promove, ainda, programas de formação, capacitação e aperfeiçoamento técnico de profissionais, além de convênios entre os museus do Estado e instituições nacionais e internacionais, com o objetivo de aprimorar e valorizar as próprias instituições e seus acervos.

Sobre Museu da Casa Brasileira – O Museu da Casa Brasileira se dedica às questões da cultura material da casa brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas inúmeras iniciativas, destacam-se o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado desde 1986, e o projeto Casas do Brasil, que promove um inventário sobre as diferentes tipologias de morar no país.

Serviço: Casas do Brasil – Barraca Cigana em Olímpia/ até 27 de abril/ de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h/ Entrada Gratuita/ Casa da Cultura de Olímpia/ Rua São João, 942, Centro, Olímpia, SP/ Realização: MCB e SISEM/ Patrocínio: ORNARE/ Apoio: ProAC e Prefeitura de Olímpia| webMCB

MCB Design divulga calendário
09/04/2014

MCB Design divulga calendárioPrêmio Design MCB, concurso mais tradicional do design brasileiro apresenta as datas de sua 28ª edição

Com a incorporação do “Encontro com o júri” e do “Encontro com os premiados”, eventos realizados de forma inédita na 27ª edição, o calendário 2014 do Prêmio Design MCB já está definido. Principal premiação de design do país, o concurso do Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, desafia participantes de todo o país em categorias que abrangem o design de produto e o design gráfico.

As inscrições começam em abril, com o Concurso do Cartaz, cujo resultado inspira a identidade visual de toda a premiação. Entre o dia 2 e 28 de abril, no site do prêmio: www.mcb.org.br/pd, os interessados podem inscrever a sua peça gráfica, que será avaliada por uma comissão julgadora independente, formada por acadêmicos e profissionais da área. O cartaz não tem tema definido e deve considerar critérios como impacto visual, criatividade e conceito proposto.

O trabalho eleito será impresso pelo MCB em tiragem especial e distribuído por todo o país. Seu autor receberá prêmio de R$3 mil e terá, posteriormente, um contrato no valor de R$5 mil para a criação de outras peças gráficas da premiação, como convites, banners, camisetas, adesivos e anúncios. Além do vencedor, o júri também escolherá cartazes finalistas, que farão parte da exposição 28º Prêmio Design, em exibição a partir de 27 de novembro no Museu da Casa Brasileira.

Inscrições de Produto – No dia 21 de julho começam as inscrições para produtos e trabalhos escritos no 28º Prêmio Design MCB. Com categorias que abrangem o design de produto e a produção teórica ligada ao design gráfico, de produto, arquitetura, urbanismo e paisagismo, o concurso desafia profissionais, estudantes, estúdios e empresas produtoras de todo o Brasil.

Os interessados terão até 18 de agosto para se inscrever no site http://www.mcb.org.br/pd. Os trabalhos serão analisados por duas comissões distintas, com coordenadores específicos, respectivamente, para as categorias de produto e trabalhos escritos. Premiados e finalistas serão apresentados na exposição “28º Prêmio Design MCB”, em cartaz a partir de 27 de novembro, quando será realizada uma cerimônia especial, aberta ao público, para homenagear os participantes.

Cada nova edição traz uma perspectiva abrangente da produção contemporânea nacional, ao mesmo tempo em que ressalta os produtos que melhor respondem aos desafios enfrentados pelo design a cada ano no país.

Sobre Prêmio Design MCB – O Prêmio Design MCB – Museu da Casa Brasileira, realizado pela instituição desde 1986, desfruta de grande prestígio no segmento, com uma história que reflete a trajetória da consolidação da identidade do design nacional. Revelação de talentos e consagração de profissionais, o Prêmio Design é a mais tradicional e reconhecida premiação do segmento no Brasil.

Sobre MCB – O MCB – Museu da Casa Brasileira é o primeiro museu no país especializado em arquitetura e design. Ao longo de mais de quatro décadas de existência tornou-se referência nacional e internacional nesses segmentos por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado há 28 anos com o objetivo de incentivar a produção brasileira nesta área, e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a diversidade do morar do brasileiro.

Serviço – Prêmio Design MCB – 28ª edição/ Concurso do Cartaz, Inscrição: 2-4 a 28-4, Entrega do cartaz impresso: Até 8-5/ Produto, Inscrição: 21-7 a 18-8, Premiação: 27-11, Exposição: a partir de 27-11/ Encontro com o júri: 28-11/ Encontro com os premiados: 21-2-15/ Local: MCB – Museu da Casa Brasileira/ Av. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032.3727/ Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Condições de Acessibilidade / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564 / agendamento@mcb.org.br| webMCB

CAIXA Cultural | melhor do design de mobiliário brasileiro
08/04/2014

Ícones do design moderno e contemporâneo brasileiro em exposição na Caixa Cultural Rio. Após sucesso em Berlim e Lisboa, mostra de mobiliário chega ao Brasil com peças dos mais importantes designers nacionais
CAIXA Cultural | melhor do design de mobiliário brasileiro

CAIXA Cultural | Mesa Água, de Domingos Tótora/ Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro/ Cadeira África, de Rodrigo Almeida/ Namoradeira, de José Zanine Caldas

A CAIXA Cultural Rio apresenta até 4 de maio, a exposição de mobiliário “Design brasileiro, moderno e contemporâneo”, que chega ao País após passar por Berlim e Lisboa. Cerca de 80 obras, entre ícones modernos, peças raras e inéditas, de 16 expositores ocuparão duas galerias da instituição para contar a história do design de móveis no Brasil. Durante a exposição, também serão exibidos vídeos com depoimentos de alguns designers. Do Rio de Janeiro, a mostra seguirá para a CAIXA Cultural Brasília, onde será apresentada entre maio e julho, como evento oficial da CAIXA na Copa do Mundo.

A exposição da CAIXA Cultural Rio traz peças dos renomados Sérgio Rodrigues, Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, José Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro, Aida Boal, Jorge Zalszupin e Paulo Mendes da Rocha que se unem aos contemporâneos Carlos Motta, Domingos Tótora, irmãos Campana, Zanini de Zanine, Rodrigo Almeida, entre outros, para mostrar o que se fez e o que está sendo realizado no Brasil neste segmento.

A ideia de criar a mostra surgiu na Alemanha, em 2012, a partir do encontro entre Zanini de Zanine e Raul Schmidt, que queriam mostrar a produção brasileira na Europa. De Berlim, a exposição seguiu para Lisboa como principal evento na abertura do ano do Brasil em Portugal. Em paralelo à realização na CAIXA Cultural Rio, a mostra também será apresentada na Sala Brasil, na sede da Embaixada Brasileira em Londres.

“O design brasileiro não tem uma característica única. Pelo tamanho do país, são muitas linguagens, culturas diferentes, materiais diversos”, diz Zanini de Zanine, curador da mostra com o colecionador e estudioso do assunto Raul Schmidt Felippe Junior. “É esse regionalismo, que se tornou globalizado, que está sendo proposto na parte contemporânea da exposição. A partir do momento em que você começa a traduzir o seu bairro, a sua cidade, isso passa a ser mundial, em termos de interesse”, completa.

Expositores e respectivas peças em destaque na mostra da CAIXA Cultural Rio: Aida Boal- Cadeira João Carlos (1989)/ Carlos Motta- Poltrona Giratória Radar (2008)/ Domingos Tórtora – Mesa Água (2008)/ Gustavo Bittencourt – Cadeira Trapeziu (2009)/ Irmãos Campana – Cadeira Yanomami (1989)/ Joaquim Tenreiro – Cadeira de Três Pés (1947)/ Jorge Zalszupin – Carrinho de Chá (1950)/ José Zanine Caldas – Namoradeira em Pequi (1960)/ Lina Bo Bardi – Cadeira Girafa (1987)/ Maneco Quinderé – Luminária Mesa Jardim (2011)/ Móveis Cimo – Cômoda em Imbuia (1950)/ Oscar Niemeyer – Chaise Long Rio (1977/78)/ Paulo Mendes da Rocha- Poltrona Paulistana (1957)/ Rodrigo Almeida – Cadeira África (2006)/ Sérgio Rodrigues – Poltrona Oscar (1950)/ Zanini de Zanine – Poltrona Moeda (2009).

AIDA BOAL – A escolha da profissão de arquiteta foi consequência natural de sua incoercível vocação para o desenho, tanto assim que, ainda como estudante, excursionou pelo campo da escultura (modelagem) e pintura, e deu, também, seus primeiros passos no terreno do “design” de móveis, estes no enlevo que povoaria mais tarde sua derivante dedicação. Neste campo, começou a projetar e executar móveis, sempre com a preocupação de aliar a harmonia das formas com o conforto, esmerando-se, cada vez mais, na anatomia de seu traçado a fim de proporcionar o máximo de conforto possível. Peças em destaque na exposição: Cadeira João Carlos (1989)

CARLOS MOTTA – É uma estrela de primeira grandeza do design nacional, várias vezes premiado. A honestidade está presente na qualidade de elaboração do móvel, feito para durar muito, usando principalmente madeiras maciças como amendoim, mogno, cedro e cabriúva. Arquiteto de formação, Carlos Motta preserva as características de ateliê de seu trabalho, pronto para projetar qualquer coisa que o cliente queira em madeira. Mas há vários criou produtos em linha, como mesas, camas, aparadores, escrivaninhas, armários, objetos e principalmente cadeiras, sua paixão declarada – já desenhou cerca de 25 modelos diferentes. Imune à pretensão do vanguardismo, Motta faz móveis belos de ver e confortáveis de usar, e permanece evoluindo dentro de um caminho próprio. Peça destaque exposição, entre outras: Poltrona Giratória Radar (2008)

DOMINGOS TÓTORA – O mineiro Domingos Tótora, nascido e criado em Maria da Fé, cidade situada na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais, cursou Artes Plásticas na FAAP e ECA-USP em São Paulo. De volta à sua aldeia após os estudos, elege o papel reciclado como matéria prima para o seu trabalho, que transita entre a arte e o design. Suas peças de extrema beleza incluem bancos, mesas, vasos, fruteiras, centros de mesa e peças de mobiliário que se reportam às cores da natureza, como cascas de árvore, pedras e terra. Na textura seus objetos trazem os efeitos de luz e sombra do sol com a mesma intensidade que a luz solar percorre os vales. Suas peças piloto são desenvolvidas num processo simultâneo onde concepção e execução andam juntas e se complementam em todos os níveis, da matéria prima aos aspectos econômicos e sociais. O processo é 100% manual e tem a certificação do Instituto de Qualidade Sustentável. Seu mais recente e premiado projeto: a mesa escultura Água (2008), em papelão e vidro, que também é destaque na exposição.

GUSTAVO BITTENCOURT – O design sempre foi uma paixão. Desde criança em seus desenhos já demonstrava o gosto pela criação, pelo desenvolvimento de novas ideias e com a Mãe Arquiteta apenas aguçou o sentimento. Formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2009, Gustavo esta sempre em busca de novos conhecimentos. O que o levou a estudar no Politécnico di Torino, na Itália, durante a Universidade e recentemente a trabalhar em uma galeria de móveis e artes em Los Angeles, a Thomas Hayes Gallery. Trabalhou com ícones do cenário nacional atual como Zanini de Zanine, Marcelo Rosenbaum, Rodrigo Calixto. Durante sua formação acadêmica foi premiado em importantes concursos como Movelsul, premiado em 2010 com a cadeira Trapeziu, que faz parte da mostra. Peças da exposição: Cadeira Trapeziu.

IRMÃOS CAMPANA – Os Irmãos Campana (Humberto Campana, Rio Claro, 17 de março de 1953, e Fernando Campana, Brotas, 19 de maio de 1961) são respectivamente, formado em Direito pela Universidade de São Paulo, e em Arquitetura pelo Unicentro Belas Artes de São Paulo. Hoje a dupla goza de reconhecimento internacional por seus trabalhos de Design-Arte, cuja temática discute elementos do cotidiano, que são transformados em peças de caráter artísticos, com uma linguagem única e de, até, uso possível. Profissionais que despertam o interesse internacional, são os uns dos poucos brasileiros com peças no acervo do MoMA, em Nova Iorque. Peça Destaque na exposição, entre outras: Cadeira Yanomami (1989).

JOAQUIM TENREIRO – Artífice do design de mobiliário brasileiro, Joaquim Tenreiro – português de nascimento – se estabeleceu no Brasil ainda novo, exercendo a profissão de marceneiro, herança de família. Aos poucos, sua verve utópica foi o conduzindo como projetista de móveis com o apoio intuitivo e interesse de diversas empresas no Rio de Janeiro, como a Laubissh & Hirth. A genialidade de Joaquim Tenreiro – atemporal e, simultaneamente, tão próxima desta geração – entre um punhado de exposições Brasil afora e nos EUA, culminou no título de Melhor Escultor do Ano, em 1978, pela APCA. Peça em destaque na exposição, entre outras: Cadeira de Três Pés (1947).

JORGE ZALSZUPIN – No ano de 1949, desembarcava no Rio de Janeiro o polonês Jerzy Zalszupin. Formado em arquitetura na Romênia, começou sua carreira no escritório de arquitetura do seu conterrâneo Luciano Korngold, no estado de São Paulo. No início não podia assinar pelos seus projetos, por não ser brasileiro, mas depois que se casou e teve sua filha no país, recebeu sua nacionalidade e pode abrir o próprio escritório. Foi a partir daí que surgiu o Jorge Zalszupin, designer e artesão de móveis. Fundou sua marca, a L’Atelier, em 1959, com a proposta de um lugar para criações conjuntas, na produção de poltronas como a Dinamarquesa, a Paulistana entre outros móveis. Pelo valor histórico e qualidade do design de seus móveis, vários deles estão sendo desde 2005 reproduzidos com muito sucesso e aceitação no mercado nacional e internacional. Para este evento contamos com um Carrinho de Chá (1950), o qual ilustrará o espirito de modernidade deste designer.

JOSÉ ZANINE CALDAS – José Zanine Caldas ficou conhecido como o “mestre da madeira” por conta de seus trabalhos primorosos com essa matéria-prima. Cadeiras, mesas, sofás e aparador, entre outras criações feitas a partir de chapas planas de madeira compensada, compõem o acervo da mostra. As peças foram desenhadas e produzidas a partir de 1948, ano em que Zanine fundou, em parceria com Sebastião Pontes, a ‘Móveis Artísticos Z’. Durante os 14 anos em que permaneceu no negócio, o designer assinou produtos que marcaram o encontro harmônico entre o modernismo e o artesanato tradicional brasileiro. Peça em destaque, entre outras: Namoradeira em Madeira Pequi (1960).

LINA BO BARDI – Estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma. Inconformada com os móveis que encontrou no chegar ao Brasil, a italiana Lina Bo Bardi (1915-1992), posteriormente naturalizada brasileira, decidiu desenhar o mobiliário para seus projetos de arquitetura. Fundou com Giancarlo Palanti o Studio de Arte Palma que funcionou de 1948 a 1950 – para produzir móveis em série. O ponto de partida foi a simplicidade estrutural, aproveitando-se a extraordinária beleza das veias e da tinta das madeiras brasileiras, assim como seu grau de resistência e capacidade. Lina manteve intensa produção cultural até o fim de sua vida, em 1992. Peça em destaque na exposição: Cadeira Girafa (1987).

MANECO QUINDERÉ – A consequência natural do trabalho em teatro e música foi o convite para iluminar espetáculos de ópera e balé. A partir de então, as artes plásticas também se renderam ao talento de Maneco e surgiram os projetos de luz para exposições. Toda essa experiência levou os arquitetos mais importantes do país a procurarem parcerias em seu trabalho, para iluminar seus projetos e, desde 2000, colabora com projetos de iluminação para residências e comércio. Maneco ainda desenha e produz luminárias diferentes assinadas por ele. Peça em destaque, entre outras: Luminária Mesa Jardim (2011).

MÓVEIS CIMO – A empresa iniciou suas atividades no início do século passado, em 1912. Em 1921, iniciou a produção de cadeiras a partir do reaproveitamento das aparas de imbuia para serem comercializadas nos centros urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro. Seu pioneirismo foi conquistado devido a alguns fatores: o reaproveitamento de material, a comercialização nos maiores centros urbanos do país e a criação de um produto de qualidade destinado à produção em escala. A Cimo foi pioneira na introdução da tecnologia da laminação diferenciando-se de seus concorrentes. Seu produto dominou o mercado nacional de móveis para instalações comerciais e institucionais, com repercussão na América Latina, tornando-a a maior fábrica do ramo de mobiliário na América Latina da década de 30 até 1970. Seu legado é incontestável e histórico: as inovações tecnológicas e a funcionalidade dos seus móveis demarcaram um período da história e da cultura brasileira. Peça em destaque na exposição: Cômoda em Imbuia (1950).

OSCAR NIEMEYER – Oscar Niemeyer nunca encontrou limites para a criatividade nas suas obras, e sempre acrescentou valor à sua extensa e extraordinária carreira. Apaixonado pelas linhas curvas e livres, o arquiteto lançou uma coleção de mobiliário com poucas peças em madeira prensada, em parceria com sua filha Anna Maria, desenhadas por ele, a partir de 1970 e em diferentes épocas. Peça em destaque na exposição: Chaise Long Rio (1977/78).

PAULO MENDES DA ROCHA –  um dos mais importantes arquitetos e urbanistas brasileiros, assume uma posição de destaque a partir de um premio que recebeu em 2006 chamado Pritkzer, cujo título se refere à arquitetura contemporânea em termos mundiais. Sendo ele um exemplo do pensamento estético caracterizado como a Escola Paulista, tinha como um lema a arquitetura crua, limpa e clara. No âmbito mobiliário, não deixou por menos, foi o criador da famosa Poltrona Paulistana que possui uma estrutura em aço flexível com assento e encosto por uma capa de couro ou tecido. A Paulistana foi também editada em pequenas series, e em 2009, entrou para a seleta coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MoMa) em Nova York. Peça em destaque na exposição: Poltrona Paulistana (1957).

RODRIGO ALMEIDA – O designer natural do interior de São Paulo é especialista em criar móveis com apelo global e criatividade brasileira. O trabalho de Rodrigo tem materiais em contextos incomuns ao mobiliário; brincadeiras com texturas, que até poderiam ser consideradas irregularidades, mas que ganham novos significados para se tornarem informação de design. E o resultado são peças únicas e totalmente não óbvias. Peças em destaque, entre outras: Cadeira África (2006).

SÉRGIO RODRIGUES – Sérgio é, sem dúvida alguma, uma das mais admiráveis expressões do design em nosso país. O traço coerente e único inscreveu seu nome na história do design do século 20, sobretudo pela criação de uma grande variedade de produtos, dos quais o mais famoso é a Poltrona Mole. Ao lado de mestres como Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas, Sérgio vem tornando o design brasileiro conhecido internacionalmente. Ele transformou totalmente a linguagem do móvel, foi generoso no traço e no emprego das madeiras nativas. A aproximação de desenho do móvel moderno com certos objetos da cultura brasileira, e a não preocupação com modismos, acentuam o espírito de brasilidade que tanto busca Sergio Rodrigues. Peça em destaque na exposição, entre outras: Poltrona Oscar (1950).

ZANINI DE ZANINE – Carioca nascido em 1978, Zanini de Zanine herda de seu pai Jose Zanine Caldas, grande arquiteto e designer brasileiro, o gosto pelo desenho. Estagiário de Sérgio Rodrigues durante um ano, o jovem se forma em desenho de produto no final de 2002 na PUC-Rio. Desde então, optou por ser designer independente. Inquieto, começou a experimentar e produzir seus próprios desenhos. Premiado nos principais concursos do país e com exposições no exterior, Zanini passou a ser convidado para assinar para diferentes marcas nacionais e internacionais. Peça em destaque na exposição, entre outras: Poltrona Moeda (2009).

Serviço: Exposição “Design brasileiro, moderno e contemporâneo”/ Visitação até 4 de maio de 2014/ das 10h às 21h/ Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galerias 2 e 3 / Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro, RJ (Metrô: Estação Carioca)/ (21)3980.3815/ Entrada Franca/ Classificação indicativa: Livre/ Condições de Acessibilidade| webCAIXACultural

MCB | Agnaldo Farias conduz visita
07/04/2014

Curador Agnaldo Farias conduz visita especial à mostra “Experimentando Espaços 2”, em cartaz no MCB – Museu da Casa Brasileira, 10 de abril, quinta-feira às 16h, Gratuito

MCB | Experimentando Espaços 2Como parte da programação da exposição “Experimentando Espaços 2”, o Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, oferece uma visita especial com o curador Agnaldo Farias na quinta-feira, 10 de abril às 16h. Na ocasião, o arquiteto e designer abordará detalhes das obras expostas no jardim, refletindo sobre a curadoria dessa segunda edição da mostra. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (11) 3032 2499 ou pelo e-mail agendamento@mcb.org.br. Será possível também realizar a inscrição na hora do evento.

Experimentando Espaços 2, em cartaz no MCB até 25 de maio, apresenta o trabalho de nove artistas brasileiros sob curadoria de Agnaldo Farias. Concebidas especialmente para o jardim do museu, as obras trazem diferentes modalidades de experiências espaciais que trafegam entre arquitetura, paisagem, a casa e os objetos com que a povoamos.

Com patrocínio da AkzoNobel, a exposição é a segunda edição do projeto realizado originalmente em 2009, que promoveu a ocupação artística da área verde do museu com a seleção de conteúdo de Agnaldo Farias. “O objetivo dessa edição continua sendo o de apresentar algumas das mais variadas e instigantes experiências espaciais realizadas por nossos artistas”, revela o curador. “Especulando sobre os significados e as formas de ser que as cidades, as paisagem, as arquiteturas, e até mesmo a extensa gama de objetos com quê mobiliamos os espaços domésticos, os artistas, por meio das mais variadas modalidades de suportes expressivos, terminam por reinventar a noção de espaço”.

Participam dessa segunda edição, todos com obras inéditas, os artistas André Komatsu, Angelo Venosa, Carmela Gross, Daniel Murgel, Genilson Soares, Georgia Kyriakakis, José Rufino, Marcius Galan e Rodrigo Bueno.

Jardim do MCB – O marco inaugural da abordagem museológica do jardim do MCB, patrimônio histórico com mais de 6 mil metros quadrados, foi a mostra Jardim do Solar, criada em 2004, que incorporou as centenas de espécies de árvores como acervo vivo do museu. Desde então, muitas mostras tiveram seu conteúdo expandido para o espaço do jardim e outras foram realizadas especialmente para a área expositiva externa.

Com o projeto Experimentando Espaços, teve início uma nova etapa de leitura desse espaço e novos diálogos, com sua primeira edição em 2009 e agora novamente em 2014. As obras dos artistas convidados, nas palavras do curador Agnaldo Farias, propõem experiências sensoriais que se desdobram em dimensões psicológicas, políticas, antropológicas, mnemônicas etc. Mantêm o jardim vivo como espaço de convívio e comunicação.

Sobre o curador Agnaldo Farias – Agnaldo Farias é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, crítico de arte e curador. Consultor curatorial do Instituto Tomie Ohtake, ex-curador geral do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, da 29a Bienal de São Paulo e curador da representação brasileira da 54a Bienal de Veneza, há anos desenvolve pesquisas sobre a arte contemporânea, com destaque à produção nacional e às pesquisas voltadas a discussão do espaço. O interesse específico sobre as relações entre arte e arquitetura tem gerado, além de exposições, como é o caso do projeto Experimentando espaços 2, textos, seminários, e a criação de uma linha de pesquisa em nível de pós-graduação.

Sobre MCB – O MCB – Museu da Casa Brasileira se dedica às questões da cultura material da casa brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas inúmeras iniciativas, destaca-se o Prêmio Design MCB, realizado desde 1986, e o projeto Casas do Brasil, que promove um inventário sobre as diferentes tipologias de morar no país.

Serviço: Visita Especial à mostra “Experimentando Espaços 2” – Gratuito/ Com o curador Agnaldo Farias/ 10 de abril/ Horário: 16h/ Inscrições: pelo telefone (11) 3032 2499 ou pelo e-mail agendamento@mcb.org.br/ (Será possível também realizar a inscrição na hora do evento)/ Exposição Experimentando Espaços 2/ Visitação: até 25 de maio/ Realização: MCB, Museu da Casa Brasileira/ Patrocínio: AkzoNobel/ Idealização e coordenação: Agenda Projeto Culturais e Doble Cultura + Social/ Local: MCB-Museu da Casa Brasileira/ Av. Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano/ (11)3032.3727/ Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Condições de Acessibilidade / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564 / agendamento@mcb.org.br| webMCB

Design MCB Prêmio 27
14/02/2014

Encontro com os premiados do 27º Prêmio Design MCB no dia 22 de fevereiro, sábado das 11h às 12h30 e das 13h30 às 15h30 – Gratuito

Prêmio Design MCB 27

O Museu da Casa Brasileira, MCB, promove um encontro inédito, aberto ao público, com os primeiros lugares das diferentes categorias do 27º Prêmio Design, no dia 22 de fevereiro, sábado às 11h. Os vencedores de 2013 estarão reunidos para revelar detalhes do processo de criação e produção dos trabalhos premiados, além dos desafios e soluções encontradas. A entrada é gratuita e dispensa inscrição. No entanto, também é possível agendar a participação por telefone (11) 3032.3727 ou pelo e-mail agendamento@mcb.org.br. Na ocasião, será lançado o calendário 2014 do concurso mais tradicional do design brasileiro.

Realizada em 2013, a 27ª edição do Prêmio Design desafiou profissionais, estudantes, estúdios e empresas produtoras nas categorias: mobiliário, utensílios, iluminação, têxteis, equipamentos eletroeletrônicos, equipamentos de construção, equipamentos de transporte, trabalhos escritos publicados, além de suas respectivas modalidades para protótipos e trabalhos escritos não publicados.

A premiação recebeu 836 inscrições, que foram avaliadas em duas fases eliminatórias por um júri composto por profissionais especializados. Pela primeira vez, as comissões julgadoras tiveram coordenadores exclusivos, com Ivens Fontoura à frente das categorias de produto, e Marcos Braga coordenando as categorias de trabalhos teóricos. A exposição 27º Prêmio Design MCB, que ficou em cartaz entre 26 de novembro de 2013 e 26 de janeiro de 2014, reuniu cerca de 80 trabalhos, entre produtos, publicações e protótipos, premiados e finalistas, além dos cartazes selecionados e da peça gráfica vencedora desta edição.

Sobre Prêmio Design – O Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado pela instituição desde 1986, desfruta de grande prestígio no segmento, com uma história que reflete a trajetória da consolidação da identidade do design nacional. Revelação de talentos e consagração de profissionais, o Prêmio Design, por meio de concurso, desafia participantes de todo o país, em categorias que abrangem o design de produto e a produção teórica ligada ao design gráfico, de produto, arquitetura, urbanismo e paisagismo. Os trabalhos de profissionais e estudantes são analisados por uma comissão julgadora independente, formada por profissionais e acadêmicos da área, que elegem os produtos e protótipos finalistas e premiados. O resultado, que propõe um panorama do design nacional, é conferido na exposição, em cuja data de abertura se dá também a cerimônia de premiação em homenagem aos vencedores.

SobreMCB – O Museu da Casa Brasileira é o primeiro museu no país especializado em arquitetura e design. Ao longo de mais de três décadas de existência tornou-se referência nacional e internacional nesses segmentos por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado há 28 anos com o objetivo de incentivar a produção brasileira nesta área, e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a diversidade do morar do brasileiro.

Serviço: Encontro com os premiados / 22 de fevereiro às 11h / Entrada gratuita/ Agende sua participação: (11)3032.3727 ou agendamento@mcb.org.br/ Museu da Casa Brasileira/ Av. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032-3727/ Visitação De terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Área acessível / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564 / agendamento@mcb.org.br| MuseuCasaBrasileira

Arquitetura é tema na Carbono
31/01/2014

Arquitetura, com curadoria de Agnaldo Farias mostra “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” exibe obras de artistas plásticos e também de arquitetos

Arquitetura é tema na Carbono

Obra de Guto Lacaz e de Joubert Lancha

A Carbono Galeria, inaugurada em março de 2013 com a intenção de difundir a arte contemporânea e valorizar os trabalhos em edição, inaugura no dia 04 de fevereiro a exposição “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins”, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra, que exibe obras inspiradas na arquitetura, conta com a participação tanto de artistas plásticos, como Guto Lacaz e Regina Silveira, quanto de arquitetos, caso de Joubert Lancha e Ruy Ohtake. Em cartaz até 15 de março.

O tema da exposição segue os rumos da investigação acadêmica do curador, que leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Usp. “Há anos venho investigando artistas cujas pesquisas relacionam-se com arquitetura e arquitetos cujas obras relacionam-se com a arte. Na faculdade onde dou aula, uma das minhas linhas de investigação é justamente o nexo entre arte e arquitetura. Por conta disso, convidei arquitetos cujas obras têm uma preocupação estética diferenciada, que não incorrem em soluções esquemáticas e rotineiras, e artistas cujas investigações atravessam o campo da arquitetura, das cidades e dos objetos”, explica Agnaldo Farias.

Seguindo essas diretrizes, o curador selecionou os seguintes participantes: Angelo Bucci, Candida Höfer, Carla Caffé, Carlos Teixeira, Daniel Senise, Eduardo Coimbra, Genilson Soares, Guto Lacaz, Jimson Vilela, José Rufino, Joubert Lancha, Manoel Veiga, Márcia Xavier, Mario Figueroa, Regina Silveira, Rommulo Conceição, Rosângela Dorázio e Ruy Ohtake.

As obras presentes em “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” têm a arquitetura como ponto de partida. Cada um dos participantes desenvolveu um trabalho com uma visão criativa e pessoal sobre o assunto, seja através de sua impressão particular ou de sua trajetória profissional. “No caso dos arquitetos, acostumados a responder demandas concretas, houve quem tivesse lançado mão de estudos de extração mais poética – caso de Teixeira e Bucci –, enquanto Figueroa e Ohtake transformaram em gravura uma espécie de súmula de alguns de seus projetos mais ousados”, comenta Agnaldo. “O convite a Guto Lacaz e José Rufino deveu-se ao interesse da inclusão do objeto, peças do mobiliário. Pois se arquitetura e a s cidades são espécies de peles com as quais nos protegemos das intempéries e estabelecemos ritos de convivência, os móveis de nossas casas são companheiros da nossa necessidade de aconchego. Carla Caffé e Manoel Veiga, para indicar apenas dois artistas presentes, enfrentam o universo da cidade. Visões muito distintas, mas igualmente fortes e esclarecedoras da abrangência do universo urbano”, diz ainda.

A arquitetura dialoga com o conceito com o qual a Carbono Galeria trabalha, exclusivamente com múltiplos, já que tanto um projeto arquitetônico quanto o design de um objeto de arte tem seu início no papel ou num protótipo – a maquete, no caso da arquitetura. “É um modo de aludir ao fato de que um bom de ponto de partida das coisas que devem a nós suas existências, é um desenho, frequentemente um projeto. A raiz etimológica do termo desenho, ao menos uma de suas raízes, refere-se à materialização de desejos. Na qualidade de projeto, esboço, ensaio, ele será sempre passível de ser traduzido e reproduzido. Daí a pertinência com uma galeria voltada ao processo de difusão da obra de arte”, finaliza Agnaldo Farias.

SobreCarbonoA Carbono Galeria, dirigida por Ana Serra e Renata Castro e Silva, foi inaugurada em março de 2013. Com a intenção de difundir a arte contemporânea no Brasil e valorizar as obras múltiplas em seus mais diversos formatos – gravura, escultura, objeto, fotografia etc –, a galeria promoveu, desde sua inauguração, três exposições coletivas (a mostra inaugural “Múltipla de Múltiplos”, da qual participaram artistas como Waltercio Caldas, Antonio Dias, Paulo Pasta e Edgard de Souza, “Gringos”, focada em nomes internacionais, como Jeff Koons, Mona Hatoum, John Baldessari e Larry Clark, e “Cinéticos e Construtivos”, com obras de Cruz-Díez, Soto e Volpi, entre outros), além de uma individual em homenagem ao centenário da artista plásti ca Tomie Ohtake e mais recentemente uma de Julio Le Parc, precursor da op art, e uma do designer Ara Vartanian, com peças criadas em parceria com a artista Janaina Tschäpe. Em agosto, a Carbono lançou em seu próprio website (www.carbonogaleria.com.br) uma galeria virtual, através da qual é possível adquirir obras, que são enviadas a qualquer parte do Brasil. Os clientes cadastrados ainda têm a vantagem de comprar trabalhos através de pré-venda, antes mesmo de seu lançamento.

Serviço: Coletiva “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” @ Carbono Galeria/ Abertura: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h30/ Período expositivo: 05 de fevereiro a 15 de março/ Rua Joaquim Antunes, 59, Pinheiros, São Paulo, SP/ Horário de funcionamento: segunda a sexta das 10h às 19h, sábados das 11h às 15h/ Entrada franca| CarbonoGaleria

Fábio Alvim no MCB
30/12/2013

Fábio AlvimFábio Alvim está na paralela ao 27º Prêmio Design, que o Museu da Casa Brasileira apresenta com a proposta de relembrar a trajetória dos “Pioneiros do design brasileiro”. Com visitação até 26 de janeiro/2014, há um painel sobre o criador de objetos, gravuras e joias Fábio Alvim, que notabilizou-se pelo design de luminárias como a “Concha”, catalogada pelo MoMA (Nova York). A peça ficará exposta com textos e imagens de outros trabalhos de Alvim na área de iluminação.

Com esta iniciativa, o museu pretende resgatar, em paralelo às edições anuais do Prêmio Design, trajetórias individuais marcantes na história do design nacional. “Quando foi criado o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, em 1986, muito pouco se sabia sobre esse segmento no Brasil. Ainda hoje, muitos dos principais designers nacionais, em especial os pioneiros, são desconhecidos do público”, afirma Miriam Lerner, diretora geral do MCB. “Nesse sentido, torna-se primordial a pesquisa e difusão acerca dessas figuras icônicas para o desenvolvimento do design no país”.

Em novembro, foi realizado o debate “A contribuição de Fábio Alvim para o design de autor no Brasil”, coordenado pelo museólogo Fábio Magalhães, também curador da pequena mostra. O encontro discutiu o legado de Alvim para o design brasileiro e contou com especialistas convidados, como Adélia Borges e o professor Auresdene Pires Stephan (Eddy). A ocasião marcou também o lançamento da página http://www.fabioalvimdesign.com, com informações detalhadas sobre o designer: biografia, processo criativo, principais exposições, reportagens e imagens de trabalhos como as luminárias “Nuvem”, “Triângulo”, “Circular” e “Curva”.

SobreFábio – Fábio Alvim (1944-93) é considerado um dos mais inventivos e inovadores designers do Brasil. Paulistano, graduado em Artes Plásticas pela FAAP e com pós-graduação em Artes Gráficas pela Aston University, em Birmingham, Inglaterra, iniciou sua trajetória com a criação de joias, tendo recebido, em 1971, o Prêmio de Melhor Pesquisa em Joalheria na XI Bienal de São Paulo. Pesquisador incansável, consagrou-se nacional e internacionalmente com o design de luminárias e outros objetos, recebendo em 1978, com a luminária “Nuvem”, o Prêmio de Melhor Projeto na Mostra de Móvel e Objeto Inusitado (MIS-SP). Entre as décadas de 1970-90, forneceu peças para inúmeras cidades do Brasil e, nos anos 1980, também para a galeria Art&Industrie, de Nova York, especialmente as luminárias “Concha” – projeto que viria a ser catalogado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Ainda jovem estudante, recebeu, em parceria com Natanael Longo, o Prêmio Governador do Estado (SP) pela criação da fachada principal do então recém-inaugurado Palácio dos Bandeirantes.

“Fabio Alvim foi um designer de linguagem autoral e com forte expressão plástica. Destacou-se na sua geração (anos 70) pela proposta inovadora e inusitada de seus projetos e pela simplicidade dos processos construtivos. Tornou-se referência no design brasileiro, sobretudo, por suas luminárias. Seus projetos priorizaram as vertentes da imaginação, da poética plástica, da dinâmica espacial, sempre prevalentes em seu design. Adotou a funcionalidade como uma preocupação necessária, mas não suficiente. Para Fabio Alvim, o bom desempenho de um objeto depende da qualidade da relação que estabelece com o usuário, da sua capacidade de despertar desejo, de propiciar uma relação prazerosa”, afirma Fábio Magalhães.| FabioAlvim

SobreMuseu – O MCB (Museu da Casa Brasileira) dedica-se às questões da cultura material da casa brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas inúmeras iniciativas, destaca-se o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado desde 1986, e este ano comemora sua 27ª edição.

Serviço: Pioneiros do design brasileiro: Fábio Alvim/ até 26 de janeiro de 2014/ Museu da Casa Brasileira/ de terça a domingo das 10h às 18h/ Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032.3727/ Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00/ Domingos e feriados – Gratuito/ Área acessível/Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564/ agendamento@mcb.org.br| MCB