Archive for the ‘infraestrutura’ Category

Aeroportos brasileiros, o desafio das obras
14/02/2014

Com a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, um grande número de aeroportos está em reforma, principalmente nas cidades sede dos jogos

Aeroportos: Aeroporto Internacional de Cruzeiro do SulO que a população e os turistas devem esperar dessas mudanças? – Entre os muitos desafios que o Brasil enfrenta atualmente para preparar o país para os grandes eventos esportivos dos próximos anos estão a reforma e ampliação de diversos aeroportos. Há algum tempo esses espaços estão enfrentando dificuldade de atender com qualidade ao aumento do número de passageiros.

Aeroportos / Arquiteto Ricardo Alberti, do escritório CasaCincoCom uma maior quantidade de turistas prestes a chegar ao país, o que esperar das reformas que estão em andamento? – O arquiteto Ricardo Alberti, sócio do escritório CASACINCO, de Curitiba, aponta a necessidade de intervenções em três escalas de arquitetura e urbanismo. A primeira delas é no próprio edifício dos aeroportos, que precisam se adequar com mais espaço de serviços de espera, sobretudo confortáveis para variados grupos de usuários, como crianças, idosos e portadores de deficiências. “Muitos terminais encontram-se com suas salas de embarque sub-dimensionadas, que em horários de pico tornam-se em um verdadeiro pesadelo para o usuário, sem, muitas vezes, oferecer um espaço adequado para se tomar um café ou comprar um jornal”, enfatiza.

A informatização já é uma facilidade inquestionável. De acordo com Alberti, o auto-atendimento para compra de bilhetes ou check-in deve ser fomentado pelas operadoras, cabendo ao planejamento arquitetônico maximizar os espaços para essas atividades em detrimento de espaços para formação de filas em balcões. Tudo isso organizado em um sistema que priorize a orientação e acessibilidade do usuário no espaço. “Um edifício público como um aeroporto deve ser facilmente percorrido e os espaços dedicados às atividades do usuário devem ser facilmente encontrados”, explica o arquiteto.

A segunda escala de intervenções diz respeito ao dimensionamento de pátios e pistas de aeronaves. O maior número de voos demanda o aumento de área de pátios e, por vezes, a necessidade da construção de novas pistas. O acesso e saída de passageiros nas aeronaves também deve ser facilitado, diminuindo o tempo de embarque ou desembarque, visando a liberação mais rápida do pátio para a ocupação de outras aeronaves.

Entretanto, de nada vale um terminal com excelente dimensionamento interno, acessível ou orientável, se há problemas de estrutura urbana que impeçam que o passageiro chegue no horário de seu voo. A terceira escala de intervenções compreende a cidade. “Vale salientar a necessidade de reforço na infra-estrutura viária urbana de modo que acomode os novos fluxos de chegada e saída do terminal aeroportuário”, diz Alberti.

Resultado – Ao término das reformas e ampliações que estão em andamento, o que os usuários devem esperar? “Dinheiro público está em jogo, ainda que a privatização esteja cada vez mais presente. A população contribuinte deve exigir por padrões de qualidade nas obras públicas. Infelizmente nem sempre o edital de um projeto público tem essa prerrogativa como fato fundante”, alerta o profissional. Segundo Alberti, o usuário deve ter a ciência de que a arquitetura deve contribuir para a melhoria do espaço, para que os serviços do transporte aéreo sejam executados.

Sustentabilidade – Por questão de segurança e por atender uma grande quantidade de público, projetar, reformar e aumentar um aeroporto demanda o cumprimento de muitas exigências. Mas mesmo assim é possível incorporar ao projeto conceitos de sustentabilidade, como explica Alberti. O escritório CASACINCO foi o responsável pelo projeto do Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, no Acre. “Buscamos uma forma para o edifício que remete a uma arquitetura da selva. O formato da oca indígena é bastante interessante e não é casual. Ela permite um escoamento de água mais rápido, minimiza o uso de grandes planos envidraçados, além de se beneficiar de uma iluminação zenital (luz natural), conferindo luz indireta para os espaços interiores”.| CasaCinco

Aeroporto de Guarujá previsto para 2015
30/12/2013

Dentro de dois anos os terminais aéreos de Congonhas e Guarulhos contarão com um grande fator de desafogamento, capaz também de facilitar o trânsito rodoviário do Sistema Anchieta-Imigrantes, que une a capital paulista ao litoral. Está previsto para 2015 o início do funcionamento do Aeroporto Civil Metropolitano da Baixada Santista, a ser construído na Base Aérea de Santos, situada no Guarujá. A assinatura de outorga (concessão) da área à Prefeitura do Guarujá foi realizada no dia 3/12, com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, além de autoridades dos municípios de Guarujá, Santos, São Vicente e Praia Grande.

Aeroporto de Guarujá, Outorga/IsabelaCarrari“O aeroporto irá beneficiar a Baixada Santista e produzir um efeito extraordinário ao estado e ao país”, disse Temer. De acordo com o ministro Moreira Franco, está prevista a construção de 277 aeroportos regionais em todo o Brasil.

Embora o empreendimento não esteja concluído para a Copa, que se realizará em junho de 2014, as prefeituras de Santos e Guarujá, em parceria com a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), estão reivindicando à Conaero (Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias) a liberação do uso da Base Aérea pelas aeronaves das delegações que escolherem os municípios como subsede desse campeonato mundial.

Para o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, presente ao evento, o terminal irá contribuir para o desenvolvimento da região. “Este era o modal de transporte que faltava e ajudará principalmente na recepção dos nossos turistas”.

O aeroporto de Guarujá atenderá ao turismo de passeio e de negócios, pequenas cargas, manutenção de aeronaves, aviação offshore e executiva, além de atividades correlatas. Também disponibilizará voos comerciais regionais, que terão como destino, principalmente, as cidades do interior e algumas capitais, como o Rio de Janeiro. A prefeita de Gaurujá, Maria Antonieta de Brito, pretende transformá-lo em um aeroporto civil metropolitano, com destino a vários estados do País.

Praticamente todas as companhias aéreas que atuam no Brasil vêm demonstrando interesse em operar no novo terminal, em especial a Avianca e a Azul, que enviaram representantes ao evento para acompanhamento do processo.

Análises e Licenças – Agora a Administração Municipal tem 120 dias para providenciar o modelo da licitação do empreendimento, dando início aos trâmites para o começo das obras. A Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) já analisou o local e emitiu um termo que orienta a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental. Logo após a obtenção das licenças, a Prefeitura de Guarujá iniciará o processo licitatório para concessão direta à iniciativa privada, visando a construção, exploração, operação e manutenção do equipamento.

Com área de aproximadamente 2,8 milhões de metros quadrados, o aeroporto terá um terminal de passageiros com capacidade para o trânsito de 500 mil passageiros por ano em cerca de 17 voos diários, estacionamento com cerca de 300 vagas, pátio de aeronaves para até quatro estacionamentos simultâneos, vias de acesso interno e de serviço, além de áreas para hangares. Os estudos desenvolvidos apontam para um investimento, por parte da iniciativa privada, em torno de R$ 80 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, a pista do Núcleo da Base Aérea de Guarujá, com 1.390 metros, já é um pouco maior que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, aceitando aviões entre 50 e 90 passageiros. Como seu índice PCN é de apenas 32, com um recapeamento asfáltico que aumente essa resistência para um PCN superior a 55 e uma obra de ampliação para 1.600 metros, já haveria condições técnicas de operar até aeronaves Airbus e Boeing.| SantosCidade

Bons projetos exigem planejamento
11/12/2013

O Brasil está praticamente a um semestre da abertura da Copa do Mundo de Futebol da Fifa de 2014. E, em suas áreas mais sensíveis e importantes para a sociedade, o transporte aeroportuário e a mobilidade urbana, o panorama é no mínimo preocupante. Em seis dos 12 aeroportos das cidades-sede da Copa é real a ameaça de que as obras de ampliação de sua capacidade, ultrapassada há anos, não sejam concluídas no tempo exigido. Na área de mobilidade urbana, a situação não é diferente. A deficiência na gestão federal é a real causa e origem desses problemas, embora alguns insistam em tentar tapar o sol com a peneira, como fez recentemente o ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil do governo federal, Wellington Moreira Franco, ao atribuir os atrasos nas obras aeroportuárias aos engenheiros brasileiros, “que são ruins e fazem projetos malfeitos”.

O Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014 em 30 de outubro de 2007 e a Olimpíada 2016 em 2009. Esses sete anos de antecedência para sediar os dois megaeventos esportivos mundiais seriam mais do que suficientes para os governos, em todos os níveis, planejar o que precisaria ser feito, desenvolver estudos, contratar bons projetos executivos e executar as obras necessárias, especialmente em mobilidade urbana e aeroportos – setores que permitiriam deixar um verdadeiro legado à sociedade, muito além dos equipamentos esportivos exigidos. Em 2010, foi instituída a chamada “Matriz de Responsabilidades” para os diversos níveis de governo para as obras da Copa. Porém, a ineficiência na gestão governamental é registrada pelo atraso nas obras dos aeroportos em metade das cidades-sede e na confissão, pelos ministros Miriam Belchior, do Planejamento, e Aguinaldo Ribeiro, das Cidades, de que o plano anunciado pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações de junho último de investir R$ 50 bilhões em mobilidade urbana não teria condições de ser cumprido na íntegra “por falta de projetos na prateleira”.

O que fica evidente nos pronunciamentos desses importantes ministros do governo federal é a tentativa de buscar um “bode expiatório”. Sabemos que é difícil, quase impossível, para qualquer político ocupante de cargo público executivo admitir a incompetência, própria e do governo ao qual pertence. É muito mais simples tentar jogar a culpa pelo não cumprimento dos prazos em terceiros. Mas isto não ajuda minimamente a resolver as deficiências, assim como não adianta à avestruz enfiar a cabeça no buraco – o restante continua ostensivamente à vista.

O setor de projetos de arquitetura e engenharia infelizmente não tem como corrigir as deficiências gerenciais do governo, mas pode sim alertar os administradores públicos sobre a necessidade de planejar bem e contratar bons projetos para os empreendimentos públicos. Não é uma tarefa fácil. Nós, do Sinaenco, sindicato que reúne mais de 23 mil empresas do setor de projetos, gerenciamento e supervisão de obras, dos mais diversos portes, vimos desde 2007alertando para a necessidade de planejamento. Aliás, lançamos, em junho de 2009, um relatório intitulado “Vitrine ou Vidraça – Desafios do Brasil para a Copa 2014”, resultado de uma série de 17 eventos que promovemos, entre 2008 e início de 2009, em cidades então candidatas a sediar uma chave do campeonato mundial de futebol. Nesses eventos, foram analisados os principais problemas de cada uma delas e do governo federal, para que evitássemos virar “vidraça” para o resto do mundo.

A necessidade de planejar bem e contratar bons projetos executivos pela melhor solução técnica constituíram-se em “mantra” de nosso setor, apregoado em um sem-número de artigos, entrevistas e reportagens, além de palestras e em eventos promovidos por órgãos públicos e entidades. A contratação de bons projetos, porém, exige planejar bem, incluindo o prazo necessário para o seu desenvolvimento. Em países como Alemanha e Japão esse prazo exige entre 40% e 50% do tempo a ser despendido com a execução da obra; no Brasil, essa relação chega a ser inferior a 10%! Os países desenvolvidos respeitam a arquitetura e a engenharia. Sabem que os projetos contratados pela melhor solução técnica garantem qualidade e execução nos custos e nos prazos previstos. No Brasil, soma-se o desrespeito à engenharia à ignorância generalizada sobre o papel essencial e insubstituível do projeto no resultado final de uma obra pública – seja na qualidade, nos custos e nos prazos. Para isso, é preciso contratar projetos pela melhor solução técnico-econômica e não pelo menor preço. E reservar o prazo adequado à elaboração de um “serviço técnico especializado de natureza predominantemente intelectual”. Aos nossos governantes, é preciso lembrar, ou informar, em alguns casos, que a arquitetura e a engenharia são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento e engenheiros e arquitetos são os operadores desse desenvolvimento. E, mais ainda, que o Brasil dispõe de profissionais altamente qualificados nesses setores: o “técnico” e a “cartolagem”, porém, não estão sabendo tirar proveito da competência que têm à sua disposição.

Assim, contratar projeto por pregão ou por menor preço, prática que infelizmente tem sido comum em nosso país, seria, por analogia, como se nossas autoridades estivessem com uma dor de dente insuportável e escolhessem para o tratamento o dentista que ofereceu o menor preço. Ou que uma renomada montadora de automóveis contratasse o projetista que propôs o valor mais baixo – e não a expertise e a melhor solução – para desenvolver o projeto de seu carro top de linha.

Planejar bem, contratar projetos pela melhor solução técnico-econômica, pelo valor adequado – e nunca pelo menor preço ou por pregão -, com o prazo necessário ao seu desenvolvimento é uma receita eficaz para a conquista de qualidade, com controle rigoroso de seus custos e do prazo de execução. O bom projeto executivo é também, por isso, o que denominamos de uma “vacina anticorrupção”.

Para resolver a ineficiência da administração pública brasileira não adianta importar administradores cubanos, por exemplo. A solução está no Brasil e na busca real por administradores capazes, planejadores eficientes, que pensem nas próximas duas décadas, no mínimo, e não apenas na próxima eleição, que ocorre a cada dois anos. Senão, nossos governantes podem virar a “vidraça” da vez, nas manifestações e na insatisfação generalizada da sociedade.

José Roberto Bernasconi, presidente da Regional São Paulo e coordenador para Assuntos da Copa do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia)| Sinaenco

Falta de água em áreas litorâneas
11/12/2013

O verão está chegando e logo pensamos em sol, praia, calor e curtição. Mas logo vem em mente a falta de água que sempre ocorre neste período, e sem água não da para tomar banho, higienizar o corpo, limpar a casa, entre outras tarefas.

O governo investe na conscientização das pessoas para economizar água e beneficiar a todos, porém, a realidade é que durante o verão um grande número de turistas se hospeda no litoral, e consequentemente, o consumo de água aumenta e muito.

É nesta época também, que o “sofrer na pele” faz com que atitudes sustentáveis como reaproveitar a água para fins não potáveis se tornam cada vez mais importantes.

Atualmente, a AcquaBrasilis, pioneira em projetos e instalações de reuso de “água cinza” e aproveitamento de águas pluviais e de drenagem em empreendimentos imobiliários, elabora projetos customizados de sistemas de tratamento de água para diversas finalidades.

Estimativas apontam que daqui a 15 anos, 1,8 bilhão de pessoas viverão em regiões com grave escassez de água potável, e atualmente uma, em cada oito pessoas no mundo não tem acesso à água limpa. E você que tem à disposição, está fazendo a sua parte? É precisar ter atitudes sustentáveis.| AcquaBrasilis

Viracopos é o primeiro sob operação privada
12/12/2012

O aeroporto de Viracopos, localizado a 20 quilômetros do centro de Campinas e a 99 quilômetros da capital paulista, ganhou recentemente nova administração do consórcio Aeroportos Brasil, vencedor do leilão de concessão. Com a perspectiva de implantação de ampliação de nova estrutura, o aeroporto, que já é referência nacional e ocupa a posição de segundo maior terminal aéreo de cargas do País, surge também a expectativa de melhor acesso à macro região, trazendo assim crescimento considerável no surgimento de novas empresas. Com a nova administração, a expectativa dos prefeitos da região é que com a privatização e ampliação do aeroporto, o crescimento industrial se solidifique.| Infraero