Archive for the ‘design’ Category

MACS recebe obra de Fábio Alvim
02/06/2014

Luminária “Concha” foi doada ao MACS (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba), pela família do artista já falecido. É datada de 1978, com reedição em 2013.

 

MACS / Fábio Alvim

MACS recebe obra de Fábio Alvim

A obra de um dos mais inventivos e inovadores designers brasileiros, com trabalhos reconhecidos nacional e internacionalmente, chega para encorpar o acervo em formação do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS), interior de São Paulo.

Intitulada “Concha”, a luminária, assinada por Fábio Alvim, é rara e catalogada pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. A peça foi doada ao MACS, neste mês de fevereiro, pela família do artista. “Há poucas dessas no mundo”, comemora Cristina Delanhesi, presidente do museu. No decorrer deste ano, a instituição apresentará a obra durante sua programação de exposições.

A “Concha” foi criada em 1978 e foi restaurada em 2013, sob coordenação da filha do artista, Manuela Alvim, e sua sócia, a designer Lígia Carnicelli. Segundo Manuela, o processo de restauro da peça original passou por lixamento do metal e pintura eletrostática em branco, além da troca do tecido e da lâmpada.

A doação chega ao MACS por intermédio do museólogo da instituição, Fábio Magalhães, que foi professor de graduação do artista. Durante duas oportunidades, uma quando ainda era diretor do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), em 1993, e outra, como curador do Painel Expositivo Fábio Alvim, no MCB (Museu da Casa Brasileira), em 2013, Magalhães manteve contato estreito com as criações de Alvim. “Reconhecemos que o MACS dialoga com o assunto da produção artística do meu pai, por ser um museu voltado para as artes plásticas, fotografia, arquitetura e urbanismo e design”, pontua Manuela, que adianta, ainda, a possibilidade de futuras parcerias com o MACS.

Para que o publico conheça as obras restauradas, Manuela pretende, ainda neste ano, promover uma mostra da retrospectiva completa da produção do pai pelos museus de todo o país. Atualmente, as peças estão em fase de restauro e a retomada da produção e da comercialização destas obras visa reposicionar o legado artístico do autor para o mercado de arte, lojas de design e de iluminação, nacionais e internacionais.

Está nos planos da família igualmente criar o livro-catálogo “Fábio Alvim – Design e Invenção”, para legitimar a criação das peças do autor e registrar o caráter permanente de sua produção. Este lançamento, assim como a mostra, faz parte do projeto Fábio Alvim Design, que é feito sob coordenação de Manuela e Lígia. Para tal evento, o bibliófilo José Mindlin deixou um prefácio, em que sublinha o papel pioneiro do designer.

Enquanto isto, a luminária “Concha”, em breve, poderá ser conhecida em mostras abertas ao público no MACS. A agenda de eventos, cursos e exposições será divulgada já neste mês de março. A sede provisória do MACS está localizada no Chalé Francês, que fica na Avenida Dr. Afonso Vergueiro, s/n, no Centro de Sorocaba. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3233-1692.| webMACS

MCB Design divulga calendário
09/04/2014

MCB Design divulga calendárioPrêmio Design MCB, concurso mais tradicional do design brasileiro apresenta as datas de sua 28ª edição

Com a incorporação do “Encontro com o júri” e do “Encontro com os premiados”, eventos realizados de forma inédita na 27ª edição, o calendário 2014 do Prêmio Design MCB já está definido. Principal premiação de design do país, o concurso do Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, desafia participantes de todo o país em categorias que abrangem o design de produto e o design gráfico.

As inscrições começam em abril, com o Concurso do Cartaz, cujo resultado inspira a identidade visual de toda a premiação. Entre o dia 2 e 28 de abril, no site do prêmio: www.mcb.org.br/pd, os interessados podem inscrever a sua peça gráfica, que será avaliada por uma comissão julgadora independente, formada por acadêmicos e profissionais da área. O cartaz não tem tema definido e deve considerar critérios como impacto visual, criatividade e conceito proposto.

O trabalho eleito será impresso pelo MCB em tiragem especial e distribuído por todo o país. Seu autor receberá prêmio de R$3 mil e terá, posteriormente, um contrato no valor de R$5 mil para a criação de outras peças gráficas da premiação, como convites, banners, camisetas, adesivos e anúncios. Além do vencedor, o júri também escolherá cartazes finalistas, que farão parte da exposição 28º Prêmio Design, em exibição a partir de 27 de novembro no Museu da Casa Brasileira.

Inscrições de Produto – No dia 21 de julho começam as inscrições para produtos e trabalhos escritos no 28º Prêmio Design MCB. Com categorias que abrangem o design de produto e a produção teórica ligada ao design gráfico, de produto, arquitetura, urbanismo e paisagismo, o concurso desafia profissionais, estudantes, estúdios e empresas produtoras de todo o Brasil.

Os interessados terão até 18 de agosto para se inscrever no site http://www.mcb.org.br/pd. Os trabalhos serão analisados por duas comissões distintas, com coordenadores específicos, respectivamente, para as categorias de produto e trabalhos escritos. Premiados e finalistas serão apresentados na exposição “28º Prêmio Design MCB”, em cartaz a partir de 27 de novembro, quando será realizada uma cerimônia especial, aberta ao público, para homenagear os participantes.

Cada nova edição traz uma perspectiva abrangente da produção contemporânea nacional, ao mesmo tempo em que ressalta os produtos que melhor respondem aos desafios enfrentados pelo design a cada ano no país.

Sobre Prêmio Design MCB – O Prêmio Design MCB – Museu da Casa Brasileira, realizado pela instituição desde 1986, desfruta de grande prestígio no segmento, com uma história que reflete a trajetória da consolidação da identidade do design nacional. Revelação de talentos e consagração de profissionais, o Prêmio Design é a mais tradicional e reconhecida premiação do segmento no Brasil.

Sobre MCB – O MCB – Museu da Casa Brasileira é o primeiro museu no país especializado em arquitetura e design. Ao longo de mais de quatro décadas de existência tornou-se referência nacional e internacional nesses segmentos por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado há 28 anos com o objetivo de incentivar a produção brasileira nesta área, e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a diversidade do morar do brasileiro.

Serviço – Prêmio Design MCB – 28ª edição/ Concurso do Cartaz, Inscrição: 2-4 a 28-4, Entrega do cartaz impresso: Até 8-5/ Produto, Inscrição: 21-7 a 18-8, Premiação: 27-11, Exposição: a partir de 27-11/ Encontro com o júri: 28-11/ Encontro com os premiados: 21-2-15/ Local: MCB – Museu da Casa Brasileira/ Av. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032.3727/ Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Condições de Acessibilidade / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564 / agendamento@mcb.org.br| webMCB

CAIXA Cultural | melhor do design de mobiliário brasileiro
08/04/2014

Ícones do design moderno e contemporâneo brasileiro em exposição na Caixa Cultural Rio. Após sucesso em Berlim e Lisboa, mostra de mobiliário chega ao Brasil com peças dos mais importantes designers nacionais
CAIXA Cultural | melhor do design de mobiliário brasileiro

CAIXA Cultural | Mesa Água, de Domingos Tótora/ Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro/ Cadeira África, de Rodrigo Almeida/ Namoradeira, de José Zanine Caldas

A CAIXA Cultural Rio apresenta até 4 de maio, a exposição de mobiliário “Design brasileiro, moderno e contemporâneo”, que chega ao País após passar por Berlim e Lisboa. Cerca de 80 obras, entre ícones modernos, peças raras e inéditas, de 16 expositores ocuparão duas galerias da instituição para contar a história do design de móveis no Brasil. Durante a exposição, também serão exibidos vídeos com depoimentos de alguns designers. Do Rio de Janeiro, a mostra seguirá para a CAIXA Cultural Brasília, onde será apresentada entre maio e julho, como evento oficial da CAIXA na Copa do Mundo.

A exposição da CAIXA Cultural Rio traz peças dos renomados Sérgio Rodrigues, Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, José Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro, Aida Boal, Jorge Zalszupin e Paulo Mendes da Rocha que se unem aos contemporâneos Carlos Motta, Domingos Tótora, irmãos Campana, Zanini de Zanine, Rodrigo Almeida, entre outros, para mostrar o que se fez e o que está sendo realizado no Brasil neste segmento.

A ideia de criar a mostra surgiu na Alemanha, em 2012, a partir do encontro entre Zanini de Zanine e Raul Schmidt, que queriam mostrar a produção brasileira na Europa. De Berlim, a exposição seguiu para Lisboa como principal evento na abertura do ano do Brasil em Portugal. Em paralelo à realização na CAIXA Cultural Rio, a mostra também será apresentada na Sala Brasil, na sede da Embaixada Brasileira em Londres.

“O design brasileiro não tem uma característica única. Pelo tamanho do país, são muitas linguagens, culturas diferentes, materiais diversos”, diz Zanini de Zanine, curador da mostra com o colecionador e estudioso do assunto Raul Schmidt Felippe Junior. “É esse regionalismo, que se tornou globalizado, que está sendo proposto na parte contemporânea da exposição. A partir do momento em que você começa a traduzir o seu bairro, a sua cidade, isso passa a ser mundial, em termos de interesse”, completa.

Expositores e respectivas peças em destaque na mostra da CAIXA Cultural Rio: Aida Boal- Cadeira João Carlos (1989)/ Carlos Motta- Poltrona Giratória Radar (2008)/ Domingos Tórtora – Mesa Água (2008)/ Gustavo Bittencourt – Cadeira Trapeziu (2009)/ Irmãos Campana – Cadeira Yanomami (1989)/ Joaquim Tenreiro – Cadeira de Três Pés (1947)/ Jorge Zalszupin – Carrinho de Chá (1950)/ José Zanine Caldas – Namoradeira em Pequi (1960)/ Lina Bo Bardi – Cadeira Girafa (1987)/ Maneco Quinderé – Luminária Mesa Jardim (2011)/ Móveis Cimo – Cômoda em Imbuia (1950)/ Oscar Niemeyer – Chaise Long Rio (1977/78)/ Paulo Mendes da Rocha- Poltrona Paulistana (1957)/ Rodrigo Almeida – Cadeira África (2006)/ Sérgio Rodrigues – Poltrona Oscar (1950)/ Zanini de Zanine – Poltrona Moeda (2009).

AIDA BOAL – A escolha da profissão de arquiteta foi consequência natural de sua incoercível vocação para o desenho, tanto assim que, ainda como estudante, excursionou pelo campo da escultura (modelagem) e pintura, e deu, também, seus primeiros passos no terreno do “design” de móveis, estes no enlevo que povoaria mais tarde sua derivante dedicação. Neste campo, começou a projetar e executar móveis, sempre com a preocupação de aliar a harmonia das formas com o conforto, esmerando-se, cada vez mais, na anatomia de seu traçado a fim de proporcionar o máximo de conforto possível. Peças em destaque na exposição: Cadeira João Carlos (1989)

CARLOS MOTTA – É uma estrela de primeira grandeza do design nacional, várias vezes premiado. A honestidade está presente na qualidade de elaboração do móvel, feito para durar muito, usando principalmente madeiras maciças como amendoim, mogno, cedro e cabriúva. Arquiteto de formação, Carlos Motta preserva as características de ateliê de seu trabalho, pronto para projetar qualquer coisa que o cliente queira em madeira. Mas há vários criou produtos em linha, como mesas, camas, aparadores, escrivaninhas, armários, objetos e principalmente cadeiras, sua paixão declarada – já desenhou cerca de 25 modelos diferentes. Imune à pretensão do vanguardismo, Motta faz móveis belos de ver e confortáveis de usar, e permanece evoluindo dentro de um caminho próprio. Peça destaque exposição, entre outras: Poltrona Giratória Radar (2008)

DOMINGOS TÓTORA – O mineiro Domingos Tótora, nascido e criado em Maria da Fé, cidade situada na Serra da Mantiqueira, sul de Minas Gerais, cursou Artes Plásticas na FAAP e ECA-USP em São Paulo. De volta à sua aldeia após os estudos, elege o papel reciclado como matéria prima para o seu trabalho, que transita entre a arte e o design. Suas peças de extrema beleza incluem bancos, mesas, vasos, fruteiras, centros de mesa e peças de mobiliário que se reportam às cores da natureza, como cascas de árvore, pedras e terra. Na textura seus objetos trazem os efeitos de luz e sombra do sol com a mesma intensidade que a luz solar percorre os vales. Suas peças piloto são desenvolvidas num processo simultâneo onde concepção e execução andam juntas e se complementam em todos os níveis, da matéria prima aos aspectos econômicos e sociais. O processo é 100% manual e tem a certificação do Instituto de Qualidade Sustentável. Seu mais recente e premiado projeto: a mesa escultura Água (2008), em papelão e vidro, que também é destaque na exposição.

GUSTAVO BITTENCOURT – O design sempre foi uma paixão. Desde criança em seus desenhos já demonstrava o gosto pela criação, pelo desenvolvimento de novas ideias e com a Mãe Arquiteta apenas aguçou o sentimento. Formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2009, Gustavo esta sempre em busca de novos conhecimentos. O que o levou a estudar no Politécnico di Torino, na Itália, durante a Universidade e recentemente a trabalhar em uma galeria de móveis e artes em Los Angeles, a Thomas Hayes Gallery. Trabalhou com ícones do cenário nacional atual como Zanini de Zanine, Marcelo Rosenbaum, Rodrigo Calixto. Durante sua formação acadêmica foi premiado em importantes concursos como Movelsul, premiado em 2010 com a cadeira Trapeziu, que faz parte da mostra. Peças da exposição: Cadeira Trapeziu.

IRMÃOS CAMPANA – Os Irmãos Campana (Humberto Campana, Rio Claro, 17 de março de 1953, e Fernando Campana, Brotas, 19 de maio de 1961) são respectivamente, formado em Direito pela Universidade de São Paulo, e em Arquitetura pelo Unicentro Belas Artes de São Paulo. Hoje a dupla goza de reconhecimento internacional por seus trabalhos de Design-Arte, cuja temática discute elementos do cotidiano, que são transformados em peças de caráter artísticos, com uma linguagem única e de, até, uso possível. Profissionais que despertam o interesse internacional, são os uns dos poucos brasileiros com peças no acervo do MoMA, em Nova Iorque. Peça Destaque na exposição, entre outras: Cadeira Yanomami (1989).

JOAQUIM TENREIRO – Artífice do design de mobiliário brasileiro, Joaquim Tenreiro – português de nascimento – se estabeleceu no Brasil ainda novo, exercendo a profissão de marceneiro, herança de família. Aos poucos, sua verve utópica foi o conduzindo como projetista de móveis com o apoio intuitivo e interesse de diversas empresas no Rio de Janeiro, como a Laubissh & Hirth. A genialidade de Joaquim Tenreiro – atemporal e, simultaneamente, tão próxima desta geração – entre um punhado de exposições Brasil afora e nos EUA, culminou no título de Melhor Escultor do Ano, em 1978, pela APCA. Peça em destaque na exposição, entre outras: Cadeira de Três Pés (1947).

JORGE ZALSZUPIN – No ano de 1949, desembarcava no Rio de Janeiro o polonês Jerzy Zalszupin. Formado em arquitetura na Romênia, começou sua carreira no escritório de arquitetura do seu conterrâneo Luciano Korngold, no estado de São Paulo. No início não podia assinar pelos seus projetos, por não ser brasileiro, mas depois que se casou e teve sua filha no país, recebeu sua nacionalidade e pode abrir o próprio escritório. Foi a partir daí que surgiu o Jorge Zalszupin, designer e artesão de móveis. Fundou sua marca, a L’Atelier, em 1959, com a proposta de um lugar para criações conjuntas, na produção de poltronas como a Dinamarquesa, a Paulistana entre outros móveis. Pelo valor histórico e qualidade do design de seus móveis, vários deles estão sendo desde 2005 reproduzidos com muito sucesso e aceitação no mercado nacional e internacional. Para este evento contamos com um Carrinho de Chá (1950), o qual ilustrará o espirito de modernidade deste designer.

JOSÉ ZANINE CALDAS – José Zanine Caldas ficou conhecido como o “mestre da madeira” por conta de seus trabalhos primorosos com essa matéria-prima. Cadeiras, mesas, sofás e aparador, entre outras criações feitas a partir de chapas planas de madeira compensada, compõem o acervo da mostra. As peças foram desenhadas e produzidas a partir de 1948, ano em que Zanine fundou, em parceria com Sebastião Pontes, a ‘Móveis Artísticos Z’. Durante os 14 anos em que permaneceu no negócio, o designer assinou produtos que marcaram o encontro harmônico entre o modernismo e o artesanato tradicional brasileiro. Peça em destaque, entre outras: Namoradeira em Madeira Pequi (1960).

LINA BO BARDI – Estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma. Inconformada com os móveis que encontrou no chegar ao Brasil, a italiana Lina Bo Bardi (1915-1992), posteriormente naturalizada brasileira, decidiu desenhar o mobiliário para seus projetos de arquitetura. Fundou com Giancarlo Palanti o Studio de Arte Palma que funcionou de 1948 a 1950 – para produzir móveis em série. O ponto de partida foi a simplicidade estrutural, aproveitando-se a extraordinária beleza das veias e da tinta das madeiras brasileiras, assim como seu grau de resistência e capacidade. Lina manteve intensa produção cultural até o fim de sua vida, em 1992. Peça em destaque na exposição: Cadeira Girafa (1987).

MANECO QUINDERÉ – A consequência natural do trabalho em teatro e música foi o convite para iluminar espetáculos de ópera e balé. A partir de então, as artes plásticas também se renderam ao talento de Maneco e surgiram os projetos de luz para exposições. Toda essa experiência levou os arquitetos mais importantes do país a procurarem parcerias em seu trabalho, para iluminar seus projetos e, desde 2000, colabora com projetos de iluminação para residências e comércio. Maneco ainda desenha e produz luminárias diferentes assinadas por ele. Peça em destaque, entre outras: Luminária Mesa Jardim (2011).

MÓVEIS CIMO – A empresa iniciou suas atividades no início do século passado, em 1912. Em 1921, iniciou a produção de cadeiras a partir do reaproveitamento das aparas de imbuia para serem comercializadas nos centros urbanos de São Paulo e Rio de Janeiro. Seu pioneirismo foi conquistado devido a alguns fatores: o reaproveitamento de material, a comercialização nos maiores centros urbanos do país e a criação de um produto de qualidade destinado à produção em escala. A Cimo foi pioneira na introdução da tecnologia da laminação diferenciando-se de seus concorrentes. Seu produto dominou o mercado nacional de móveis para instalações comerciais e institucionais, com repercussão na América Latina, tornando-a a maior fábrica do ramo de mobiliário na América Latina da década de 30 até 1970. Seu legado é incontestável e histórico: as inovações tecnológicas e a funcionalidade dos seus móveis demarcaram um período da história e da cultura brasileira. Peça em destaque na exposição: Cômoda em Imbuia (1950).

OSCAR NIEMEYER – Oscar Niemeyer nunca encontrou limites para a criatividade nas suas obras, e sempre acrescentou valor à sua extensa e extraordinária carreira. Apaixonado pelas linhas curvas e livres, o arquiteto lançou uma coleção de mobiliário com poucas peças em madeira prensada, em parceria com sua filha Anna Maria, desenhadas por ele, a partir de 1970 e em diferentes épocas. Peça em destaque na exposição: Chaise Long Rio (1977/78).

PAULO MENDES DA ROCHA –  um dos mais importantes arquitetos e urbanistas brasileiros, assume uma posição de destaque a partir de um premio que recebeu em 2006 chamado Pritkzer, cujo título se refere à arquitetura contemporânea em termos mundiais. Sendo ele um exemplo do pensamento estético caracterizado como a Escola Paulista, tinha como um lema a arquitetura crua, limpa e clara. No âmbito mobiliário, não deixou por menos, foi o criador da famosa Poltrona Paulistana que possui uma estrutura em aço flexível com assento e encosto por uma capa de couro ou tecido. A Paulistana foi também editada em pequenas series, e em 2009, entrou para a seleta coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MoMa) em Nova York. Peça em destaque na exposição: Poltrona Paulistana (1957).

RODRIGO ALMEIDA – O designer natural do interior de São Paulo é especialista em criar móveis com apelo global e criatividade brasileira. O trabalho de Rodrigo tem materiais em contextos incomuns ao mobiliário; brincadeiras com texturas, que até poderiam ser consideradas irregularidades, mas que ganham novos significados para se tornarem informação de design. E o resultado são peças únicas e totalmente não óbvias. Peças em destaque, entre outras: Cadeira África (2006).

SÉRGIO RODRIGUES – Sérgio é, sem dúvida alguma, uma das mais admiráveis expressões do design em nosso país. O traço coerente e único inscreveu seu nome na história do design do século 20, sobretudo pela criação de uma grande variedade de produtos, dos quais o mais famoso é a Poltrona Mole. Ao lado de mestres como Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas, Sérgio vem tornando o design brasileiro conhecido internacionalmente. Ele transformou totalmente a linguagem do móvel, foi generoso no traço e no emprego das madeiras nativas. A aproximação de desenho do móvel moderno com certos objetos da cultura brasileira, e a não preocupação com modismos, acentuam o espírito de brasilidade que tanto busca Sergio Rodrigues. Peça em destaque na exposição, entre outras: Poltrona Oscar (1950).

ZANINI DE ZANINE – Carioca nascido em 1978, Zanini de Zanine herda de seu pai Jose Zanine Caldas, grande arquiteto e designer brasileiro, o gosto pelo desenho. Estagiário de Sérgio Rodrigues durante um ano, o jovem se forma em desenho de produto no final de 2002 na PUC-Rio. Desde então, optou por ser designer independente. Inquieto, começou a experimentar e produzir seus próprios desenhos. Premiado nos principais concursos do país e com exposições no exterior, Zanini passou a ser convidado para assinar para diferentes marcas nacionais e internacionais. Peça em destaque na exposição, entre outras: Poltrona Moeda (2009).

Serviço: Exposição “Design brasileiro, moderno e contemporâneo”/ Visitação até 4 de maio de 2014/ das 10h às 21h/ Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galerias 2 e 3 / Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro, RJ (Metrô: Estação Carioca)/ (21)3980.3815/ Entrada Franca/ Classificação indicativa: Livre/ Condições de Acessibilidade| webCAIXACultural

MCB Design abre concurso do cartaz
24/03/2014

Edição 2014 do Prêmio Design MCB, a mais prestigiada premiação do segmento no país começa com concurso que elege sua principal peça de divulgação
MCB

No 27º Prêmio Design MCB em 2013, o trabalho vencedor foi criado por Alexandre Lindenberg, Luana Alexandre Graciano e Nathalia Cury

Principal premiação de design do país, o Prêmio Design MCB começa sua 28ª edição com o Concurso do Cartaz. A partir de 2 de abril, as inscrições estarão abertas pelo site mcb.org.br/pd, no qual é possível conferir o regulamento completo e efetivar o pagamento da taxa de participação de R$35. O concurso desafia profissionais e estudantes de diversas formações como design gráfico, desenho industrial, arquitetura, fotografia, artes plásticas, publicidade e os demais interessados a criar a principal peça de divulgação da premiação. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora independente, formada por acadêmicos e profissionais da área.

O cartaz eleito, que inspira toda a identidade visual da edição, será impresso pelo MCB em tiragem especial e distribuído por todo o país para divulgar as inscrições da premiação. Seu autor receberá prêmio de R$3 mil e terá, posteriormente, um contrato no valor de R$5 mil para a criação de outras peças gráficas da premiação.

Ponto de partida para o desenvolvimento da identidade visual de cada edição, o cartaz não tem tema definido e deve considerar critérios como impacto visual, criatividade e conceito proposto. Além do vencedor, o júri também escolherá cartazes finalistas, que farão parte da exposição 28º Prêmio Design, em exibição a partir de 27 de novembro no Museu da Casa Brasileira.

“A cada ano, novos interessados, das diversas regiões brasileiras, inscrevem cartazes no concurso do Museu da Casa Brasileira. A quantidade de participantes é crescente, sendo que, nas últimas edições, atingiu patamares próximos aos 800 inscritos. As propostas, em formatos variados como ilustrações, pintura, gravura, colagem, fotografia e tipografia, revelam a pluralidade da produção gráfica no Brasil”, explica Miriam Lerner, diretora geral do MCB. “Dessa forma, além de destacar a relevância do design gráfico brasileiro, o museu promove um importante incentivo ao desenvolvimento dessa área no país”.

O Prêmio Design MCB adotou o cartaz como peça central de sua comunicação a partir de 1989. Em 1995, passou a realizar sua escolha por meio do concurso que, além de registrar parte do momento vivido pelo design gráfico nacional, também sinaliza a importância e a busca de espaço do cartaz como meio de expressão.

Em 2013, o trabalho vencedor foi criado por Alexandre Lindenberg, Luana Alexandre Graciano e Nathalia Cury, trio que ficou responsável pelo desenvolvimento do layout do banner, convite impresso e eletrônico, camiseta, certificados, adesivos e da identidade da exposição 27º Prêmio Design MCB.

Sobre o Prêmio Design MCB – O Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado pela instituição desde 1986, desfruta de grande prestígio no segmento, com uma história que reflete a trajetória da consolidação da identidade do design nacional. Revelação de talentos e consagração de profissionais, o Prêmio Design é a mais tradicional e reconhecida premiação do segmento no Brasil.

Sobre o MCB – O Museu da Casa Brasileira é o primeiro museu no país especializado em arquitetura e design. Ao longo de mais de quatro décadas de existência tornou-se referência nacional e internacional nesses segmentos por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado há 28 anos com o objetivo de incentivar a produção brasileira nesta área, e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a diversidade do morar do brasileiro.

Serviço: Concurso do Cartaz / Inscrição de 2 a 28 de abril/ Pagamento do boleto até 29 de abril/ Entrega do cartaz impresso até 8 de maio às 18h / Local: Museu da Casa Brasileira, Av. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032.3727 / Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Condições de Acessibilidade / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564/ agendamento@Museu da Casa Brasileira.| webMCB

Design MCB Prêmio 27
14/02/2014

Encontro com os premiados do 27º Prêmio Design MCB no dia 22 de fevereiro, sábado das 11h às 12h30 e das 13h30 às 15h30 – Gratuito

Prêmio Design MCB 27

O Museu da Casa Brasileira, MCB, promove um encontro inédito, aberto ao público, com os primeiros lugares das diferentes categorias do 27º Prêmio Design, no dia 22 de fevereiro, sábado às 11h. Os vencedores de 2013 estarão reunidos para revelar detalhes do processo de criação e produção dos trabalhos premiados, além dos desafios e soluções encontradas. A entrada é gratuita e dispensa inscrição. No entanto, também é possível agendar a participação por telefone (11) 3032.3727 ou pelo e-mail agendamento@mcb.org.br. Na ocasião, será lançado o calendário 2014 do concurso mais tradicional do design brasileiro.

Realizada em 2013, a 27ª edição do Prêmio Design desafiou profissionais, estudantes, estúdios e empresas produtoras nas categorias: mobiliário, utensílios, iluminação, têxteis, equipamentos eletroeletrônicos, equipamentos de construção, equipamentos de transporte, trabalhos escritos publicados, além de suas respectivas modalidades para protótipos e trabalhos escritos não publicados.

A premiação recebeu 836 inscrições, que foram avaliadas em duas fases eliminatórias por um júri composto por profissionais especializados. Pela primeira vez, as comissões julgadoras tiveram coordenadores exclusivos, com Ivens Fontoura à frente das categorias de produto, e Marcos Braga coordenando as categorias de trabalhos teóricos. A exposição 27º Prêmio Design MCB, que ficou em cartaz entre 26 de novembro de 2013 e 26 de janeiro de 2014, reuniu cerca de 80 trabalhos, entre produtos, publicações e protótipos, premiados e finalistas, além dos cartazes selecionados e da peça gráfica vencedora desta edição.

Sobre Prêmio Design – O Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado pela instituição desde 1986, desfruta de grande prestígio no segmento, com uma história que reflete a trajetória da consolidação da identidade do design nacional. Revelação de talentos e consagração de profissionais, o Prêmio Design, por meio de concurso, desafia participantes de todo o país, em categorias que abrangem o design de produto e a produção teórica ligada ao design gráfico, de produto, arquitetura, urbanismo e paisagismo. Os trabalhos de profissionais e estudantes são analisados por uma comissão julgadora independente, formada por profissionais e acadêmicos da área, que elegem os produtos e protótipos finalistas e premiados. O resultado, que propõe um panorama do design nacional, é conferido na exposição, em cuja data de abertura se dá também a cerimônia de premiação em homenagem aos vencedores.

SobreMCB – O Museu da Casa Brasileira é o primeiro museu no país especializado em arquitetura e design. Ao longo de mais de três décadas de existência tornou-se referência nacional e internacional nesses segmentos por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado há 28 anos com o objetivo de incentivar a produção brasileira nesta área, e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a diversidade do morar do brasileiro.

Serviço: Encontro com os premiados / 22 de fevereiro às 11h / Entrada gratuita/ Agende sua participação: (11)3032.3727 ou agendamento@mcb.org.br/ Museu da Casa Brasileira/ Av. Faria Lima, 2.705, Jd. Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032-3727/ Visitação De terça a domingo, das 10h às 18h/ Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)/ Gratuito aos domingos e feriados/ Área acessível / Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564 / agendamento@mcb.org.br| MuseuCasaBrasileira

Fábio Alvim no MCB
30/12/2013

Fábio AlvimFábio Alvim está na paralela ao 27º Prêmio Design, que o Museu da Casa Brasileira apresenta com a proposta de relembrar a trajetória dos “Pioneiros do design brasileiro”. Com visitação até 26 de janeiro/2014, há um painel sobre o criador de objetos, gravuras e joias Fábio Alvim, que notabilizou-se pelo design de luminárias como a “Concha”, catalogada pelo MoMA (Nova York). A peça ficará exposta com textos e imagens de outros trabalhos de Alvim na área de iluminação.

Com esta iniciativa, o museu pretende resgatar, em paralelo às edições anuais do Prêmio Design, trajetórias individuais marcantes na história do design nacional. “Quando foi criado o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, em 1986, muito pouco se sabia sobre esse segmento no Brasil. Ainda hoje, muitos dos principais designers nacionais, em especial os pioneiros, são desconhecidos do público”, afirma Miriam Lerner, diretora geral do MCB. “Nesse sentido, torna-se primordial a pesquisa e difusão acerca dessas figuras icônicas para o desenvolvimento do design no país”.

Em novembro, foi realizado o debate “A contribuição de Fábio Alvim para o design de autor no Brasil”, coordenado pelo museólogo Fábio Magalhães, também curador da pequena mostra. O encontro discutiu o legado de Alvim para o design brasileiro e contou com especialistas convidados, como Adélia Borges e o professor Auresdene Pires Stephan (Eddy). A ocasião marcou também o lançamento da página http://www.fabioalvimdesign.com, com informações detalhadas sobre o designer: biografia, processo criativo, principais exposições, reportagens e imagens de trabalhos como as luminárias “Nuvem”, “Triângulo”, “Circular” e “Curva”.

SobreFábio – Fábio Alvim (1944-93) é considerado um dos mais inventivos e inovadores designers do Brasil. Paulistano, graduado em Artes Plásticas pela FAAP e com pós-graduação em Artes Gráficas pela Aston University, em Birmingham, Inglaterra, iniciou sua trajetória com a criação de joias, tendo recebido, em 1971, o Prêmio de Melhor Pesquisa em Joalheria na XI Bienal de São Paulo. Pesquisador incansável, consagrou-se nacional e internacionalmente com o design de luminárias e outros objetos, recebendo em 1978, com a luminária “Nuvem”, o Prêmio de Melhor Projeto na Mostra de Móvel e Objeto Inusitado (MIS-SP). Entre as décadas de 1970-90, forneceu peças para inúmeras cidades do Brasil e, nos anos 1980, também para a galeria Art&Industrie, de Nova York, especialmente as luminárias “Concha” – projeto que viria a ser catalogado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Ainda jovem estudante, recebeu, em parceria com Natanael Longo, o Prêmio Governador do Estado (SP) pela criação da fachada principal do então recém-inaugurado Palácio dos Bandeirantes.

“Fabio Alvim foi um designer de linguagem autoral e com forte expressão plástica. Destacou-se na sua geração (anos 70) pela proposta inovadora e inusitada de seus projetos e pela simplicidade dos processos construtivos. Tornou-se referência no design brasileiro, sobretudo, por suas luminárias. Seus projetos priorizaram as vertentes da imaginação, da poética plástica, da dinâmica espacial, sempre prevalentes em seu design. Adotou a funcionalidade como uma preocupação necessária, mas não suficiente. Para Fabio Alvim, o bom desempenho de um objeto depende da qualidade da relação que estabelece com o usuário, da sua capacidade de despertar desejo, de propiciar uma relação prazerosa”, afirma Fábio Magalhães.| FabioAlvim

SobreMuseu – O MCB (Museu da Casa Brasileira) dedica-se às questões da cultura material da casa brasileira. É o único do país especializado em design e arquitetura, tendo se tornado uma referência nacional e internacional nesses temas. Dentre suas inúmeras iniciativas, destaca-se o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizado desde 1986, e este ano comemora sua 27ª edição.

Serviço: Pioneiros do design brasileiro: Fábio Alvim/ até 26 de janeiro de 2014/ Museu da Casa Brasileira/ de terça a domingo das 10h às 18h/ Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, São Paulo, SP/ (11)3032.3727/ Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00/ Domingos e feriados – Gratuito/ Área acessível/Bicicletário com 20 vagas/ Estacionamento pago no local/ Visitas orientadas: (11)3032.2564/ agendamento@mcb.org.br| MCB

Unesp vence Prêmio Alcoa
29/12/2013

Cobertura retrátil multifuncional foi desenvolvida na Unesp de Presidente Prudente

Alunos da Unesp na final do Prêmio Alcoa de Inovação em AlumínioO projeto Cobertura Retrátil Multifuncional, desenvolvido por Alex Daniel Ribeiro Pataro, Luiz Gustavo Chagas e Pedro Benatti, alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, da Unesp, Câmpus de Presidente Prudente, SP, sob a orientação do professor Evandro Fiorin, foi o vencedor do 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na modalidade estudante.

A Unesp também chegou na final dessa mesma modalidade com outro projeto, a Lona Diligente, que tem como autor responsável Naiane Quirino De Biazi. Integra a equipe Jessica Fateiga Câmara, sob orientação de Paula da Cruz Landim, professora do curso de Design da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp de Bauru.

A solução retrátil de cobertura em estrutura de alumínio é aplicável em diversas modalidades, como no setor de transportes, na construção civil ou qualquer situação que necessite da proteção de algum elemento à ação do tempo aliado à praticidade e rapidez de montagem e manejo. ‘Além do produto simplificar a tarefa e otimizar o tempo de seus usuários, traz lucro, aumenta a produtividade, reduz os possíveis riscos físicos para o trabalhador e os prejuízos causados por intempéries e perdas de mercadorias, tais como grãos, por exemplo’, ressalta Pataro.

Em onze edições, premiação somou 2.262 projetos participantes e 232 entidades de ensino. Somente neste ano, mais de 780 pessoas participaram do concurso nas modalidades Profissional e Estudante.

O resultado da premiação foi divulgado na noite de 22 de outubro, durante evento na capital paulista. O objetivo do concurso é estimular a utilização do alumínio – um material infinitamente reciclável – para criar soluções inovadoras e sustentáveis.

Na 1ª etapa do 11º Prêmio Alcoa, todos os projetos recebidos foram avaliados por um Comitê, formado por profissionais da Alcoa, que selecionou os dez finalistas que participaram da próxima fase. A 2ª etapa compreendeu o desenvolvimento tridimensional, para o qual cada grupo finalista recebeu uma ajuda de custos de R$ 3 mil, e apresentação presencial de todos os projetos finalistas para a Comissão de Premiação. Esta Comissão escolheu o projeto vencedor de cada categoria. Após a apresentação, os 10 projetos finalistas foram expostos para o público em geral, uma oportunidade única para conhecer, debater e ampliar o contato com os autores dos projetos.

‘Finalizamos com muito entusiasmo a décima primeira edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, uma jornada cheia de desafios e conquistas, com projetos inovadores e que demonstram como toda a sociedade evoluiu no firme propósito de construir um mundo mais sustentável’, afirma Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina & Caribe.

Incentivo à inovação e sustentabilidade – Os integrantes das equipes finalistas foram contemplados com um diploma e um smartphone. A equipe vencedora na categoria estudante recebeu prêmio em dinheiro no valor líquido de R$ 15 mil, troféu e diploma. O professor-orientador recebe R$ 5 mil, troféu e diploma. São doados R$ 8 mil em equipamentos didáticos para a instituição de ensino a que pertence a equipe premiada.

Aquilino Paolucci, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e Assuntos Institucionais da Alcoa América Latina e Caribe, foi um dos jurados do Comitê avaliador dos projetos e comemorou a qualidade dos projetos desenvolvidos. ‘É maravilhoso saber que estamos estimulando o espírito inovador, característica que faz parte da alma da nossa companhia e uma das principais alavancas do nosso País, em prol da sociedade e do meio ambiente’, finaliza.

‘Participar do 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio foi uma oportunidade única de colocarmos em prática o que aprenderemos em sala de aula e ainda sermos reconhecidos por isso. Demoramos um ano para desenvolver a solução’, comemora o estudante Pataro, vencedor da modalidade Estudante.

O 11º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio conta com o apoio institucional das principais entidades do setor, como Instituto de Engenharia (IE), Instituto Ethos, Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design no Brasil (AEnD-BR), Associação dos Designers de Produto (ADP), Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Associação Brasileira das Empresas de Design (ABEDESIGN) e apoio técnico da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).| AlcoaUnesp

“Diálogo” Sergio Rodrigues e Fernando Mendes
24/04/2013

Sergio Rodrigues e Fernando Mendes/ Foto por Eduardo Camara e Gordo Araci Queiroz

Sergio Rodrigues e Fernando Mendes/ Foto por Eduardo Camara e Gordo Araci Queiroz

Até 30/04, Casa Electrolux apresenta, com curadoria de Sergio Zobaran e Walton Hoffmann, a mostra “Diálogo”, do celebrado designer e arquiteto Sergio Rodrigues em parceria com seu discípulo Fernando Mendes. Os curadores procuraram reunir peças novas e/ ou inéditas para o grande público, de autoria de ambos, que vivem e trabalham no Rio de Janeiro, em séries numeradas e editadas em madeiras nobres, como a peroba-do-campo. >>”Bons diálogos acontecem entre pessoas com as mesmas afinidades e aptidões, cultura e ofícios. Enfim, pessoas que conseguem ouvir e serem ouvidas, cada um a seu tempo, respeitando as regras de convivência, mas em um mesmo patamar”, diz o curador e artista plástico Walton Hoffmann sobre a colaboração entre Rodrigues e Mendes, que trabalhou por sete anos (de 1993 a 2000) no escritório de Sergio, e é responsável pela execução artesanal de suas criações. “É a pororoca do design  moderno com o contemporâneo”, completa o curador Sergio Zobaran.

54b_sergioefernando

>>Serviço: “Diálogo”, de Sergio Rodrigues e Fernando Mendes / curadoria de Sergio Zobaran e Walton Hoffmann / até 30 de abril / Rua Colômbia, 157, Jardim Europa, São Paulo, SP / de segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h e domingo, das 11h às 15h / Entrada franca| SergioRodrigues | FernandoMendes | CasaElectrolux

Estudantes expõem criações em milão
07/04/2013

52_salone

O Grupo Nós Design, formado por doze estudantes do curso de Design da Universidade de Caxias do Sul (RS), terá seus produtos expostos no SaloneSatellite, durante a feira em Milão. >>O convite partiu da curadora do Salone Del Móbile de Milão, Marva Griffin e a S.C.A. lançou o desafio aos estudantes de criar uma linha de produtos usando as possibilidades oferecidas pela marca. Foi então que nasceu a Linha Pietra Lux, com os produtos Diamanti, uma mesa de centro, e Due Metà, bancos para decoração. >>Segundo o Grupo Nós Design, o projeto resgata a alma dos móveis antigos, principalmente as antigas bancas – bancas de festas de comunidade, de família, bancas comuns apagadas pelo uso do dia-a-dia – valorizadas pela luz que as retira do esquecimento e as posiciona como objetos especiais. >>De acordo com os criadores, Alexandre Faccenda, Clarissa Zanuz, Cintia de Castria, Douglas Pastori, Fernanda Gava, Fernando Angst, Janaína Zaffari, Leonardo Zorzi, Letícia Frare, Marcelo Andreola, Rafael Zeni e Raquel Salini, a produção dessa linha se vale da tecnologia do Slimstone auxiliada por antigas técnicas artesanais de corte e encaixe que ainda permanecem no chão-de-fábrica, convergindo tecnologia e artesanato na produção de objetos sofisticados de alto valor agregado.| SaloneSatellite

Design do Rio em Milão
07/04/2013

48_riodesign

O melhor do mercado criativo do Rio de Janeiro desembarca em Milão, na Itália, no mês de abril época em que a cidade se transforma na capital mundial do design. Pelo quinto ano consecutivo, a exposição Rio + Design será realizada simultaneamente ao Salão Internacional do Móvel, numa iniciativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, desenvolvida em parceria com o Sebrae-RJ, Firjan e Guardian, e apoio da Câmara de Comércio Italiana e SIGRAF. >>No total serão 27 expositores a se apresentar. Entre os destaques estão peças como a Luminária Pendente Flora, de Zanini de Zanine; a poltrona Ventura, de Fernando Mendes; versão em metal da premiada cadeira IC01, de Guto Índio da Costa; a poltrona Fulô Giratória, de Fernando Jaeger; joias da H.Stern e de Antonio Bernardo.  >>Com curadoria de Guto Índio da Costa, Cláudio Magalhães e Zanini de Zanine, a exposição contará com projeto de Índio da Costa, e terá cenografia inspirada nos matizes do pôr do sol do Rio, em tons alaranjados que remetem ao bronzeado carioca. O espaço ganhará um grande painel com imagens do Rio em backlight e as peças serão destacadas por iluminação especial em boxes de diversas dimensões. A expectativa é de receber cerca de 25 mil visitantes. >>“A versão italiana da Rio + Design 2013 é uma excelente vitrine para os grandes nomes do mercado de design no Rio e uma excelente oportunidade para estimularmos novos negócios neste setor que gera uma cadeia de negócios cada vez mais importante para o Estado do Rio de Janeiro”, afirma a subsecretária de Estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio.| Rio + Design