Era o Hotel Cambridge / cidades para que(m)?

TextoCompleto João Sette Whitaker

Dia 16 de março estreia no circuito comercial um filme ímpar: Era o Hotel Cambridge, da diretora Eliane Caffé (diretora do incrível Narradores de Javé). Nessa lógica comercial, é necessário que as salas lotem na primeira quinzena, para que o filme se mantenha em cartaz. Vamos lotá-las, o filme merece. Mas não só ele. Também os movimentos de moradia, também a causa da moradia, também a causa da reabilitação de edifícios no centro, também o combate ao mau uso da função social da propriedade. Por isso, este texto, mais do que um artigo, é um convite.

Nestes tempos tristes, em que a intransigência, o individualismo, o desprezo pela democracia tomam conta do país, há um esforço dos conservadores para criminalizar os movimentos de moradia. Em uma sociedade que ainda não conseguiu superar suas heranças escravocratas, racistas, preconceituosas, faz sentido. A questão da moradia não é uma questão para as camadas de cima da nossa sociedade. Pois  ela só é visível para quem vive esse drama. Não para os que têm casa. Para o pobre, o desempregado, o imigrante recém-chegado e desamparado, a mulher vítima de violência que teve de sair de casa, a travesti que não encontra lugar para ser alguém e nem para viver, para todos estes, e muitos outros, o problema da moradia se escancara a cada noite que chega. Para os mais ricos, quando muito ele aparece pela janela do carro, rumo à uma praia, quando se cruza a periferia.>>>Mais

 

 

 

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