Saneamento | saúde, produtividade e renda

Uma conquista importante para a sociedade e o País seria a universalização do serviço de saneamento. Tecnologias compactas e modulares, que tratam efluentes, podem acelerar esse processo
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Adriano Gagliardi Colabono: saneamento é importante para a sociedade e o País

O que saneamento básico tem a ver com o trabalho e a produtividade? Tudo. A ocorrência de doenças infecciosas ocasionadas pelas más condições de saneamento e esgotamento sanitário está entre as principais causas de faltas no trabalho e baixa produtividade do trabalhador. Desde 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera este um dos dez principais fatores de graves consequências para o ser humano. E isso não é à toa.

Embora os números referentes ao tema já tenham sido divulgados, é importante reforçar a necessidade de ampliação dos serviços de saneamento básico no País. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 53% dos brasileiros tem acesso à rede de esgoto e apenas 40% do esgoto são tratados.

De acordo com o estudo ‘Benefícios Econômicos do Saneamento Brasileiro’, apresentado pelo Instituto Trata Brasil e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), com base em pesquisa realizada pela Consultoria Econômica Ex Ante, a universalização do saneamento básico no Brasil exigiria investimentos de R$ 313,2 bilhões (valores de 2013), com significativos benefícios que se estenderiam numa cadeia, incluindo aspectos educacional, profissional e de renda salarial.

É como um efeito dominó: falta de saneamento, problemas de saúde, mais faltas na escola e no trabalho, baixo rendimento, formação comprometida, profissionalização prejudicada, pouca produtividade e baixa renda salarial, e perdas econômicas. Ampliar o acesso da população a estes serviços só traria vantagens para o desenvolvimento do País, em produtividade, qualidade de vida e custos.
Isto porque a cada R$ 1 milhão investido em obras de esgoto sanitário são criados 30 postos de trabalho diretos e 20 indiretos, além daqueles permanentes quando o sistema entra em operação. Com investimentos de R$ 11 bilhões por ano estima-se a geração de 550 mil novos empregos no mesmo período.

Na área de saúde, o efeito seria ainda mais positivo. Em 2013, foram notificadas ao DataSus 340 mil internações por infecções gastrointestinais, correspondentes a 900 mil dias de trabalho perdidos. A universalização dos serviços de água e esgoto possibilitaria uma redução de 23% dos afastamentos por diarreia, com economia de R$ 258 milhões por ano, e seriam evitadas 74,6 mil internações, R$ 27,3 milhões em gastos com saúde.

Além disso, a produtividade aumentaria em 13,3%, favorecendo o aumento da renda. Vale destacar que trabalhadores sem acesso à coleta de esgoto ganham salários, em média, 10,1% inferiores aos daqueles que moram em locais com coleta de esgoto.

Há muito a ser feito. É lamentável que as 81 maiores cidades do país descartem 5,9 bilhões de litros diários de esgoto sem tratamento. Se os investimentos em saneamento continuarem no ritmo atual, apenas no ano 2122 todos os brasileiros terão acesso a esse serviço básico: é muito tempo.

Toda urgência é necessária, por isso, destacam-se no mercado tecnologias compactas que tratam efluentes e aliam praticidade, funcionalidade, com fácil adequação a diferentes projetos e possibilidade de expansão. A união entre iniciativa pública e privada pode tornar esses meios em solução, mais rápida e eficiente.

Por Adriano Gagliardi Colabono, supervisor comercial interino e supervisor de engenharia de aplicação da Unidade de Negócios Mizumo – referência nacional em projetos para estações pré-fabricadas para tratamento de esgoto sanitário.| webMizumo

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