Arquitetura é tema na Carbono

Arquitetura, com curadoria de Agnaldo Farias mostra “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” exibe obras de artistas plásticos e também de arquitetos

Arquitetura é tema na Carbono

Obra de Guto Lacaz e de Joubert Lancha

A Carbono Galeria, inaugurada em março de 2013 com a intenção de difundir a arte contemporânea e valorizar os trabalhos em edição, inaugura no dia 04 de fevereiro a exposição “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins”, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra, que exibe obras inspiradas na arquitetura, conta com a participação tanto de artistas plásticos, como Guto Lacaz e Regina Silveira, quanto de arquitetos, caso de Joubert Lancha e Ruy Ohtake. Em cartaz até 15 de março.

O tema da exposição segue os rumos da investigação acadêmica do curador, que leciona na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Usp. “Há anos venho investigando artistas cujas pesquisas relacionam-se com arquitetura e arquitetos cujas obras relacionam-se com a arte. Na faculdade onde dou aula, uma das minhas linhas de investigação é justamente o nexo entre arte e arquitetura. Por conta disso, convidei arquitetos cujas obras têm uma preocupação estética diferenciada, que não incorrem em soluções esquemáticas e rotineiras, e artistas cujas investigações atravessam o campo da arquitetura, das cidades e dos objetos”, explica Agnaldo Farias.

Seguindo essas diretrizes, o curador selecionou os seguintes participantes: Angelo Bucci, Candida Höfer, Carla Caffé, Carlos Teixeira, Daniel Senise, Eduardo Coimbra, Genilson Soares, Guto Lacaz, Jimson Vilela, José Rufino, Joubert Lancha, Manoel Veiga, Márcia Xavier, Mario Figueroa, Regina Silveira, Rommulo Conceição, Rosângela Dorázio e Ruy Ohtake.

As obras presentes em “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” têm a arquitetura como ponto de partida. Cada um dos participantes desenvolveu um trabalho com uma visão criativa e pessoal sobre o assunto, seja através de sua impressão particular ou de sua trajetória profissional. “No caso dos arquitetos, acostumados a responder demandas concretas, houve quem tivesse lançado mão de estudos de extração mais poética – caso de Teixeira e Bucci –, enquanto Figueroa e Ohtake transformaram em gravura uma espécie de súmula de alguns de seus projetos mais ousados”, comenta Agnaldo. “O convite a Guto Lacaz e José Rufino deveu-se ao interesse da inclusão do objeto, peças do mobiliário. Pois se arquitetura e a s cidades são espécies de peles com as quais nos protegemos das intempéries e estabelecemos ritos de convivência, os móveis de nossas casas são companheiros da nossa necessidade de aconchego. Carla Caffé e Manoel Veiga, para indicar apenas dois artistas presentes, enfrentam o universo da cidade. Visões muito distintas, mas igualmente fortes e esclarecedoras da abrangência do universo urbano”, diz ainda.

A arquitetura dialoga com o conceito com o qual a Carbono Galeria trabalha, exclusivamente com múltiplos, já que tanto um projeto arquitetônico quanto o design de um objeto de arte tem seu início no papel ou num protótipo – a maquete, no caso da arquitetura. “É um modo de aludir ao fato de que um bom de ponto de partida das coisas que devem a nós suas existências, é um desenho, frequentemente um projeto. A raiz etimológica do termo desenho, ao menos uma de suas raízes, refere-se à materialização de desejos. Na qualidade de projeto, esboço, ensaio, ele será sempre passível de ser traduzido e reproduzido. Daí a pertinência com uma galeria voltada ao processo de difusão da obra de arte”, finaliza Agnaldo Farias.

SobreCarbonoA Carbono Galeria, dirigida por Ana Serra e Renata Castro e Silva, foi inaugurada em março de 2013. Com a intenção de difundir a arte contemporânea no Brasil e valorizar as obras múltiplas em seus mais diversos formatos – gravura, escultura, objeto, fotografia etc –, a galeria promoveu, desde sua inauguração, três exposições coletivas (a mostra inaugural “Múltipla de Múltiplos”, da qual participaram artistas como Waltercio Caldas, Antonio Dias, Paulo Pasta e Edgard de Souza, “Gringos”, focada em nomes internacionais, como Jeff Koons, Mona Hatoum, John Baldessari e Larry Clark, e “Cinéticos e Construtivos”, com obras de Cruz-Díez, Soto e Volpi, entre outros), além de uma individual em homenagem ao centenário da artista plásti ca Tomie Ohtake e mais recentemente uma de Julio Le Parc, precursor da op art, e uma do designer Ara Vartanian, com peças criadas em parceria com a artista Janaina Tschäpe. Em agosto, a Carbono lançou em seu próprio website (www.carbonogaleria.com.br) uma galeria virtual, através da qual é possível adquirir obras, que são enviadas a qualquer parte do Brasil. Os clientes cadastrados ainda têm a vantagem de comprar trabalhos através de pré-venda, antes mesmo de seu lançamento.

Serviço: Coletiva “estudos, esboços e ensaios poéticos sobre arquitetura e territórios afins” @ Carbono Galeria/ Abertura: 04 de fevereiro, terça-feira, às 18h30/ Período expositivo: 05 de fevereiro a 15 de março/ Rua Joaquim Antunes, 59, Pinheiros, São Paulo, SP/ Horário de funcionamento: segunda a sexta das 10h às 19h, sábados das 11h às 15h/ Entrada franca| CarbonoGaleria

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