Norma de Desempenho pela ProAcústica

Norma de Desempenho pela ProAcústicaA ProAcústica lançou, no início de dezembro, o “Manual ProAcústica sobre a Norma de Desempenho”, um guia prático que trata dos capítulos relacionados à área de acústica da NBR 15.575:2013. O lançamento aconteceu durante o Encontro de Associados ProAcústica. Com autoria dos engenheiros Davi Akkerman, presidente da ProAcústica, e Juan Frias Pierrard, consultor técnico da entidade, o Manual tem como objetivo orientar os profissionais de construção civil sobre os parâmetros e exigências da norma no campo da acústica.

De acordo com Akkerman, com a exigibilidade da Norma de Desempenho e o desconhecimento dos requisitos de acústica pela grande maioria dos construtores, houve um grande incremento na demanda por especialistas em acústica. “Em todo o Brasil, aumentaram os pedidos de avaliações em campo, com ensaios normalizados de desempenho acústico para vedações verticais internas/externas, e isolamento de pisos a ruídos de impacto. Também cresceu o interesse na avaliação de ruídos em sistemas hidrossanitários e em máquinas de elevadores próximos a dormitórios de apartamentos. Temos ainda requisições para simulação de desempenho acústico de sistemas construtivos, por meio de softwares, em edifícios em fase de projeto”, destaca o presidente da ProAcústica.

Com 31 páginas, a publicação é composta de cinco capítulos que tratam de instalações, equipamentos prediais e sistemas hidrossanitários; sistemas de pisos; sistemas de vedações verticais internas (paredes); sistemas de vedações verticais externas (fachadas) e sistemas de coberturas. De acordo com a engenheira Maria Angelica Covelo Silva, diretora da NGI Consultoria e Desenvolvimento, autora do prefácio do Manual, o desempenho acústico das edificações, em vários países, acabou se tornando exigência de leis e códigos de obras, tendo em vista seu impacto sobre a saúde humana.

No Brasil, no entanto, destaca ela, os critérios de conforto acústico foram relegados a um segundo plano, em virtude do movimento de “racionalização” da construção, que acabou resultando em redução de espessuras de paredes, lajes, pisos, etc., levando a uma perda do desempenho acústico que os sistemas tradicionais ainda ofereciam, até os anos 1980.

Segundo Maria Angelica a NBR 15.575:2013 resgata agora a questão do desempenho acústico e chama a atenção para a sua importância. “O Manual da ProAcústica esclarece os agentes de especificação, projeto e construção o que fazer para cumprir cada requisito. Cabe agora a todos os envolvidos, efetivamente, incorporarem essa nova cultura às práticas de desenvolvimento de novos empreendimentos residenciais”, ressalta.

Maria Angelica acredita que o mercado ainda não está preparado para atender às exigências de acústica por uma razão básica: o desconhecimento de como atingir os requisitos da NBR 15.575, sobre como especificar, e sobre o comportamento dos sistemas acústicos utilizados atualmente. Para ela, quase ninguém no mercado sabe como elaborar um projeto para chegar aos níveis de desempenho acústico previstos na norma (M, I, S). “Por essa razão, não podemos continuar ignorando a caracterização do desempenho de produtos e sistemas acústicos, a fim de disponibilizar dados confiáveis aos profissionais que projetam e constroem”, recomenda.| ProAcústica

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