Mercado imobiliário paranaense

Empresas do mercado imobiliário, de forma responsável, controlam volume de lançamentos para fazer entregas em prazos prometidos

Mercado imobiliário por João Auada JrDesde 2012, construtoras e incorporadoras apertaram o cinto com relação ao volume de novos lançamentos, medida necessária para não prejudicar o prazo de entrega e equilibrar o quadro de oferta e procura. Para especialistas, esse movimento de contenção não significa que o segmento esteja perdendo força.

“Estamos assistindo a um comportamento natural do mercado, que está passando por um período de adequação de oferta. Isso demonstra amadurecimento e seriedade, trazendo mais segurança ao setor. Os preços deverão continuar subindo de forma alinhada com a variação de custos da construção civil e o imóvel vai continuar sendo uma excelente opção de investimento”, garante João Auada Junior, diretor de negócios da TECNISA, empresa responsável por empreendimentos modernos e inovadores em Curitiba, entre eles o The Five East Batel, o Centro Cívico, o Inspira Business e o HUB.

De acordo com Auada, na capital paranaense não aconteceu nada diferente do ocorrido no restante do país. Historicamente, a cidade apresentava um preço de imóveis muito defasado com relação a média de preços nas principais cidades brasileiras, levando ao consumidor a percepção de que os valores subiram de forma descontrolada. “Esta é uma visão equivocada, pois o que ocorreu foi um alinhamento de valores baseados em uma nova realidade de custos e renda”, lembra.

Segundo o diretor de negócios da Tecnisa, o custo da construção em Curitiba é equivalente ao de São Paulo. Nos últimos anos, o Produto Interno Bruto (PIB) paranaense cresceu mais do que a média nacional. Sem considerar o Distrito Federal, a cidade tem hoje o terceiro maior PIB entre as capitais, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. “Nos últimos anos, a capital paranaense passou a receber novos projetos totalmente alinhados com a inserção da cidade como uma metrópole de destaque e que poderiam estar localizados em qualquer grande metrópole mundial”, detalha Auada.

Sem riscos de “bolha imobiliária” – A forte expansão da economia brasileira nos últimos anos, com baixas taxas de inflação e de juros, proporcionou um aumento no nível de investimento no país, com consequente aumento de renda da população. O Brasil ainda tem um déficit habitacional e, consequentemente, isso propicia a produção imobiliária. Existem cidades em que o equilíbrio de oferta e demanda permanece estável, e outras em que o volume de lançamentos cresceu mais que a capacidade de absorção do mercado, daí o temor da existência de uma “bolha imobiliária”, como ocorreu nos Estados Unidos em 2008.

Na ocasião, as empresas financeiras especializadas no mercado imobiliário, para aproveitar o bom momento do mercado, passaram a atender o segmento “subprime”. O cliente “subprime” é um cliente de renda muito baixa dos Estados Unidos, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar renda. Esse empréstimo tem, assim, uma qualidade mais baixa, ou seja, o risco de não ser pago é maior, mas oferece uma taxa de retorno mais alta, a fim de compensar esse risco.

“No Brasil, para oferecer segurança ao mercado, as condições de concessão de credito são muito mais rigorosas. Além disso, o aumento de custos não se deve simplesmente por movimentos de especulação de curto prazo, mas sim, por correção de valores de custos setoriais acompanhado de uma um aumento de renda e da elevação da taxa de emprego da população”, explica Auada.

Investimento imobiliário requer planejamento – Para quem está no mercado, não há dúvida de que investimento imobiliário sempre foi e continuará sendo uma opção segura e atraente. No mundo todo, ao longo da história, grandes fortunas foram construídas baseadas nos investimentos em imóveis. Em Curitiba, não é diferente. Existem várias famílias na cidade que utilizam o investimento imobiliário com importância significativa na composição do seu portfólio de investimentos.

Um ponto importante é definir que investimento imobiliário seguro deve ser analisado e medido a médio e longo prazo. A análise da valorização dos Imóveis precisa ser feita de acordo com o momento econômico do país. “Em momentos de forte expansão da economia, temos a geração de riqueza, que aumenta a demanda, e por consequência o valor dos imóveis acaba sofrendo grande valorização neste período”, detalha o especialista.

Vale ressaltar que o crescimento da economia de qualquer país acontece em ciclos, e nos momentos de menor variação, os imóveis têm uma valorização moderada, compatível com as variáveis econômicas do momento. Em períodos de alta inflação, por exemplo, o imóvel sempre é uma proteção para o valor do patrimônio, pois os preços acompanham os índices de atualização de custo do setor. Auada alerta, que para fazer um bom negócio, não basta somente encontrar o melhor preço por metro quadrado. “Empreendimentos com bons projetos, conceituação, estruturação modernas e eficientes e boa localização devem ser os pontos principais da análise dos investidores”, completa.| TECNISA

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